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O vinho do Dão “António Madeira Os Granitos 2023”, produzido na sub-região da Serra da Estrela, recebeu 100 pontos do crítico norte-americano James Suckling, tornando-se, segundo a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), o primeiro vinho português não fortificado a alcançar a pontuação máxima atribuída pelo especialista.
A distinção coloca o vinho produzido por António Madeira entre os vinhos portugueses com maior reconhecimento internacional e constitui uma afirmação da qualidade e do potencial vitivinícola da região do Dão.
Produzido em modo biodinâmico, “Os Granitos 2023” tem um preço de venda ao público recomendado de 64 euros e resulta de uma viticultura de altitude, baseada na recuperação e valorização de vinhas velhas localizadas no sopé da Serra da Estrela.
Para o presidente da CVR Dão, Manuel Pinheiro, a distinção representa “uma afirmação inequívoca da qualidade e do potencial da região”.
“Distinções como esta elevam o Dão para o patamar de qualidade que pretendemos para a região e confirmam aquilo em que temos vindo a trabalhar: afirmar o Dão, os seus produtores e os seus vinhos entre os grandes nomes do vinho a nível internacional”, afirmou, citado pela CVR Dão.
Manuel Pinheiro considerou ainda que o reconhecimento constitui “um reconhecimento extraordinário para o António Madeira”, mas também “um motivo de orgulho para toda a região e para todos os que diariamente trabalham para valorizar o Dão”.
Nascido em Paris, António Madeira desenvolveu na Serra da Estrela um projeto centrado na recuperação de vinhas velhas de altitude e na produção de vinhos de terroir e de mínima intervenção.
As vinhas utilizadas na produção dos seus vinhos têm entre 50 e 120 anos e estão situadas entre os 450 e os 600 metros de altitude. Segundo a CVR Dão, estas condições permitem maturações mais lentas e contribuem para a preservação da acidez natural das uvas, favorecendo vinhos de frescura e identidade.
António Madeira destacou o significado pessoal do reconhecimento e o trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
“É um enorme orgulho receber este reconhecimento, que resulta de muito empenho e trabalho. Quando recebi a notícia dos 100 pontos estava precisamente a pôr no lagar a colheita de 2026 deste vinho. Nada acontece por acaso”, afirmou o produtor.
A pontuação máxima atribuída por James Suckling reforça assim a projeção internacional do Dão e a capacidade da região para produzir vinhos de identidade e qualidade reconhecidas ao mais alto nível.