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Mais de 50 bombeiros da região de Viseu envolvidos no combate ao incêndio da Serra da Estrela

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Mais de 50 bombeiros da região de Viseu envolvidos no combate ao incêndio da Serra da Estrela

Dois grupos de operacionais, um com 28 elementos e outro com 26, estão desde ontem envolvidos no combate ao grande incêndio que lavra na Serra da Estrela há mais de uma semana. As chamas, que foram dadas como dominadas no sábado (dia 13), reacenderam ontem, segunda-feira (dia 15), com força. O fogo está a ser combatido por 1.269 operacionais, auxiliados no terreno por 384 veículos e 13 meios aéreos.

Francisco Lima, comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz da Trapa, em São Pedro do Sul, lidera um dos dois grupos de Viseu que está no teatro de operações.

Ao Jornal do Centro, Francisco Lima, que está em Orjais, Covilhã desde o dia de ontem, explicou que o vento é nesta altura o principal inimigo dos bombeiros.

“O incêndio lavra com grande intensidade por causa do vento não conseguimos fazer um combate a 100% porque há sempre projeções”, adiantou, salientando que como a floresta e o mato está muito seco, o material combustível “parece gasolina”.

“Quando chegámos isto parecia como nos incêndios em outubro de 2017, com o lume a chegar à porta das casas”, acrescentou.

Os dois grupos de Viseu serão rendidos hoje ao final do dia por mais duas equipas com dezenas de operacionais da região.

Ao início da tarde, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil reconheceu que a situação na serra da Estrela, se mantém complexa e as previsões meteorológicas são desfavoráveis.

“Neste momento, a ocorrência encontra-se ativa. É um incêndio bastante partido, com grande potencialidade de ter novas aberturas e novas frentes”, disse André Fernandes à imprensa por volta do meio dia.

Já o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Duarte Costa, anunciou que a região da Serra da Estrela vai ter um “incremento na vigilância” pelas forças de segurança.

“Uma das coisas que foi profundamente alterada (…) é um incremento ainda mais ativo das forças adstritas à vigilância em toda esta região, por forma a que de uma forma persuasiva as pessoas não se sintam tentadas a fazer o uso do fogo, seja por motivos dolosos ou por motivos do seu trabalho, numa situação que é muito perigosa”, referiu Duarte Costa.

As autoridades têm registados 19 feridos ligeiros e três feridos graves, nenhum dos quais em risco de vida, e danos em duas casas de primeira e segunda habitações. De segunda-feira para hoje, tiveram de ser deslocadas das suas casas 45 pessoas.

O fogo deflagrou na madrugada do dia 6 em Garrocho, no concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, e as chamas estenderam-se depois ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira.

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