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Para que um território tenha futuro, é importante reconhecer o passado. Foi com este desígnio que o município de Nelas homenageou personalidades, associações e empresas no dia do município, que é, também feriado municipal. Foi num Multiusos de Nelas bem composto que decorreu a cerimónia que atribuiu 45 distinções.
O presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral defendeu que o futuro constrói-se reconhecendo o que foi feito no passado e que é preciso ter em conta o trabalho “das autarquias locais, juntas de freguesia, mas também dos empresários, das personalidades ligadas à cultura, gastronomia, educação”. “Gente que tem contribuído para criar riqueza e valor, emprego, fixação de população e, sobretudo, honraria, admiração e projeção do nosso território”, assinalou o autarca.
Entre os distinguidos destacaram-se os dois novos embaixadores do concelho. Vanda Pedroso, engenheira agrónoma e José Pataco, empresário da restauração foram aplaudidos pelo “valor incalculável” que dão ao território nelense. Sobre José Pataco, Joaquim Amaral referiu-se a alguém que é “mundialmente conhecido”. “Estamos a falar de alguém que elevou a gastronomia e da promoção dos nossos territórios para patamares inauditos. A carreira ainda há-de durar muitos anos. O município reconhece-lhe a excelência que promoveu um modelo de negócio e honra a nossa gastronomia”, sublinhou.
Quanto a Vanda Pedroso, Joaquim Amaral assinalou que a engenheira é “pouco ou nada propensa a este tipo de cerimónia de exaltação e reconhecimento”. “Tem tanto de timidez como de qualidade e contributo para a excelência do nosso produto endógeno, o Vinho do Dão. A engenheira Vanda Pedroso tem um valor incalculável neste território”, considerou. O autarca acrescentou que o município apenas elegeu dois embaixadores do concelho de Nelas para “não retirar o brilho e a representatividade”.
Entre os distinguidos estiveram vários nomes ligados ao tecido empresarial de Nelas. Setor que Joaquim Amaral sublinhou ter “uma importância vital desde logo nos milhares de postos de trabalho que cria e, dessa forma, gera valor e riqueza”.
A área da Cultura foi destaque na cerimónia de atribuição de distinções em Nelas. Pelo palco foram atribuídos galardões entre outros, à Amarelo Silvestre, Contracanto, Fundação Lapa do Lobo e, a título póstumo, a Luís Branquinho e Maria Natália Miranda. “Este ano incidimos nas personalidades e instituições ligadas à Cultura. No próximo ano, o associativismo ligado ao desporto, à componente social e recreativa, aos bairros, serão alvo da nossa homenagem”, desvendou Joaquim Amaral.
O presidente da Câmara de Nelas aproveitou para se referir à primeira edição da Feira Industrial Comercial Agrícola e Associativa do Concelho, a FICA. Disse Joaquim Amaral que o evento foi criado “com o objetivo de valorizarmos o território com foco nos empresários e empresas, comerciantes, setor agrícola”. “Queremos que as próximas edições sejam melhores”, sustentou.
Também o presidente da Assembleia Municipal de Nelas, José Vaz, usou da palavra para vincar que o município “tem a preocupação de distinguir, pelo mérito e pelo esforço, aqueles que melhor fazem e sabem fazer pela nossa terra”. “É evidente que o município não podia alhear-se a estas distinções e por isso estamos aqui”, assinalou.
O Dia do Município começou bem cedo em Nelas com o hastear da Bandeira evocando os 104 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Nelas. Durante a tarde foi inaugurada na Sala de Exposições de Canas de Senhorim uma exposição temporária que presta tributo ao investigador João Senna-Martinez.
Houve ainda agenda para uma dupla homenagem ao Professor Luís Branquinho. O artista plástico dá a partir de hoje nome a uma rua da vila de Nelas. Além disso, até final de setembro, na Biblioteca Municipal António Lobo Antunes há uma exposição sobre a vida e obra do artista. Em 2024 passam 70 anos desde o nascimento de Luís Branquinho.