GNR agentes
I Liga Tondela vs Vitória de Guimarães
vj35xll72dwokw0wg8
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
5
viajar
palácio do gelo viseu
Home » Notícias » Concelho » Viseu » Histórias que se Contam: Casa do Miradouro foi habitação da nobreza, núcleo de arqueologia e espaço de concertos musicais

Histórias que se Contam: Casa do Miradouro foi habitação da nobreza, núcleo de arqueologia e espaço de concertos musicais

O atual Polo Arqueológico de Viseu António Almeida Henriques tem cerca de 500 anos e começou por ser uma casa nobre. Hoje serve tanto como espaço museológico como local para apresentações

Diogo Paredes
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
22.02.25
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
22.02.25
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Histórias que se Contam: Casa do Miradouro foi habitação da nobreza, núcleo de arqueologia e espaço de concertos musicais

Subindo a Calçada da Vigia em direção à Sé de Viseu, em frente ao Largo António José Pereira localiza-se uma casa nobre construída no século XVI que serve atualmente enquanto polo arqueológico. A Casa do Miradouro foi mandada construir no início do século XVI, possivelmente em 1528.

A edificação deste edifício, que na altura apresentava características bastante diferentes daquelas que apresenta atualmente, foi encomendada por Fernando Ortiz de Vilhegas, chantre da Sé de Viseu – cargo cuja função consiste em orientar o coro da sé, assim como a entoação dos salmos. Este nobre era sobrinho do, então, bispo de Viseu, D. Diogo Ortiz de Vilhegas. De acordo com a tese escrita pela historiadora Liliana Castilho intitulada “A cidade de Viseu nos séculos XVII e XVIII – Arquitetura e Urbanismo”, em 1591, a Casa do Miradouro “encontrava-se na posse de João da Fonseca, que a adquirira através de compra a Leonor Ortiz, filha do dito chantre”.

Nos séculos XVI, XVII e inícios do século XVIII, a Casa do Miradouro era conhecida por “casa que chamão torre”, segundo Liliana Castilho. No século XVIII, a Casa do Miradouro passou a pertencer à família Melo Bandeira e foi habitada, no virar do século XIX para o século XX, por Francisco Ribas de Sousa – diretor da Escola Secundária Emídio Navarro entre 1919 e 1930. Na segunda metade do século XX, a Casa do Miradouro foi adquirida pela câmara municipal de Viseu, e desempenhou várias funções.

Inicialmente, a autarquia pretendia instalar neste espaço a sede da Região de Turismo Dão-Lafões. Mais tarde, foi instalada no local a Sala Museu Dr. José Coelho, espaço este que albergava o espólio arqueológico do intelectual viseense do século XX e que era constituído por artefactos descobertos na região. Na Casa do Miradouro funcionaram também o Conservatório Regional de Música de Viseu, a Viseu Novo – Sociedade de Reabilitação Urbana.

Atualmente, a Casa do Miradouro é denominada de Polo Arqueológico de Viseu António Almeida Henriques. Neste edifício, além do espólio de José Coelho, está instalada a reserva arqueológica de Viseu, o gabinete de apoio à investigação e acolhimento de investigadores, o centro de documentação e o serviço de mediação e educação patrimonial.

De acordo com o site do município de Viseu, a Casa de Miradouro pretende ser “a ‘casa-mãe’ de todos os materiais e achados dispersos, muitas vezes e armazéns particulares, mas que, desta forma, podem ser devidamente estudados, tratados e valorizados do ponto de vista patrimonial”.

Este polo arqueológico já recebeu, até à data, material das épocas pré-romana (Idade do Ferro, de acordo com a autarquia), romana, medieval e moderna. Relativamente às características arquitetónicas da Casa do Miradouro e de acordo com o site do Património Cultural afeto ao ministério da Cultura, “a nível da fachada principal e da torre, apesar das intervenções, é ainda fácil a invocação da casa manuelina/renascentista, mandada edificar por Fernão Ortiz de Vilhegas”.

“Depois de concluídas as obras do século XVIII, o interior da casa tinha perdido as suas características habitacionais do século XVI, apesar de se terem preservado alguns testemunhos nas suas paredes, destacando-se a sua fachada principal”, lê-se ainda no site do Património Cultural. A Casa do Miradouro, contudo, não está apenas reservada a projetos ligados à arqueologia. Nos seus jardins é comum ocorrerem diversos concertos e apresentações, tanto para o público como para os média.

pub
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos

Outras notícias

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos

Notícias relacionadas

Procurar