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O Município de Tondela fechou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo superior a 230 mil euros, com as contas aprovadas em reunião de executivo, enquanto os vereadores do Partido Socialista, que se abstiveram, alertam para falhas de execução, falta de transparência e ausência de estratégia na gestão municipal. De acordo com a autarquia, o resultado líquido fixou-se em 230.109,47 euros, representando um aumento de cerca de 186 mil euros face a 2024. No global, o município sublinha um reforço consistente do desempenho económico, com crescimento dos rendimentos superior ao dos gastos e melhoria dos principais indicadores financeiros.
A receita global atingiu aproximadamente 32,9 milhões de euros, enquanto a despesa se fixou nos 30,2 milhões, permitindo um saldo de gerência positivo e o reforço da tesouraria, destaca o executivo de maioria PSD que garante que a dívida total municipal situou-se em cerca de 2,6 milhões de euros, “muito abaixo do limite legal, o que garante uma margem confortável de endividamento”. O município salienta também a ausência de pagamentos em atraso no final de 2025 e a melhoria dos rácios de liquidez e solvabilidade.
Segundo a Câmara, estes resultados demonstram uma gestão “responsável e rigorosa, mesmo num contexto de incerteza económica”, assegurando o “equilíbrio das contas públicas sem comprometer o investimento e a qualidade dos serviços”.
PS critica execução e transparência
Já os vereadores socialistas manifestam “profunda preocupação” com o rumo da gestão municipal, apontando “falhas estruturais e ausência de visão estratégica”.
Entre as principais críticas está a subexecução do investimento. “Em 2025, a despesa de capital ficou nos 37,39% do previsto, com mais de 15 milhões de euros por executar. Também as receitas de capital ficaram aquém, atingindo apenas 41,77% do orçamentado”, exemplificam.
Para o PS, estes números evidenciam um “padrão de promessas não concretizadas”, penalizando a população. “Um município não é um banco”, referem, defendendo que os recursos disponíveis “devem ser utilizados para responder às necessidades concretas do concelho”.
Os vereadores apontam ainda fragilidades ao nível da contabilidade de gestão, recursos humanos envelhecidos sem estratégia de renovação, falta de esclarecimentos sobre empréstimos e ausência de definição para a empresa municipal Tondelviva.
Apesar de reconhecerem que a Prestação de Contas cumpre os requisitos técnicos e legais, os eleitos do PS consideram o documento “politicamente insuficiente”.