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O homem de 62 anos que esta quarta-feira terá provocado um incêndio e explosões em Vale de Madeiros, freguesia de Canas de Senhorim, no concelho de Nelas, está detido e a ser interrogado pela Polícia Judiciária (PJ).
Ao Jornal do Centro, fonte do processo disse que “ainda estão a decorrer diligências, sendo que o homem se encontra sob interrogatório da PJ”. No local, estavam esta manhã várias elementos das autoridades que estão a investigar o caso.
O suspeito deverá ser presente a tribunal esta sexta-feira (18 de fevereiro), cumprido o prazo das 48 horas desde a detenção, sendo que “tudo dependerá da evolução dos trabalhos”, explicou a mesma fonte.
O homem ficou sob a alçada da GNR pouco depois do incidente e “a detenção foi feita em flagrante delito, na sequência de terem existido tiros aos elementos de socorro”.
Ao que foi possível apurar, à chegada dos bombeiros, que foram acionados para um incêndio urbano numa habitação, estes foram surpreendidos pelo suspeito “com tiros de caçadeira”.
A teoria do material explosivo parece começar a ser descartada, já que as explosões que foram ouvidas seriam da maquinaria e carros que estavam na serralharia. Explosões essas que terão sido causadas por botijas, sendo que o suspeito também terá furado os depósitos de combustível dos veículos. O suspeito deverá, por isso, incorrer num crime de disparo com arma de fogo e incêndio doloso.
Desavenças familiares, nomeadamente um processo de divórcio litigioso, terão motivado as ações do suspeito que culminaram num incêndio seguido de diversas explosões. A intenção seria destruir os bens que lhe seriam penhorados, já que nessa tarde esteve no local um agente de execução.
O incidente acabou por ferir seis pessoas, cinco bombeiros e um GNR. Dois dos bombeiros foram considerados feridos graves e continuam internados no Hospital de Viseu, um deles está nos cuidados intensivos, depois de terem entrado no bloco operatório. Uma das vítimas foi atingida no abdómen.
Três dos seis feridos receberam alta ainda durante o dia de ontem e um foi visto nos Hospitais de Coimbra, mas também já regressou a casa.
“Dos feridos, dois foram considerados graves e deram entrada no bloco operatório. Atualmente, um utente já foi transferido para a enfermaria e o segundo encontra-se na unidade de cuidados intensivos. Os restantes elementos, considerados feridos ligeiros, foram observados na sala de urgência, tendo tido alta pouco depois”, confirmou a unidade hospitalar.
O alerta para o incêndio foi dado às 15h07. No local chegaram a estar 95 operacionais e mais de 40 viaturas, além de equipas especializadas da GNR (Minas e Armadilhas) e INEM. O helicóptero de socorro chegou também a ser acionado, mas não foi necessária a sua intervenção.