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Crowd enjoying an outdoor concert at night with a bright, illuminated stage and smoky beams in the air
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Carreira aérea que passa por Viseu ainda sem data para retomar

Novo contrato ainda não foi assinado, explica empresa concessionária. Serviço aéreo regional foi suspenso em outubro do ano passado por falta de pagamento do Estado

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 Carreira aérea que passa por Viseu ainda sem data para retomar

O serviço aéreo regional que passa por Viseu continua sem data para ser retomado. A carreira, suspensa em outubro do ano passado por falta de pagamento do Estado, continua assim parada, avançou esta terça-feira (14 de janeiro) o diretor-executivo da Sevenair, empresa concessionária.

Numa audição na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, a requerimento do Chega, Carlos Amado, responsabilizou o Estado pela falta de pagamento de valores acordados no contrato de concessão de serviço público estabelecido com a empresa, que opera a rota Bragança – Vila Real – Viseu – Cascais – Portimão.

Carlos Amado adiantou que o retomar do serviço está dependente da assinatura de um novo contrato entre as partes, depois de o Tribunal de Contas ter recusado visto ao que fora subscrito previamente, por irregularidades detetadas em datas mencionadas no documento.

O diretor da empresa disse que a Sevenair tentou ao máximo continuar com os voos, recordando que ainda foram feitos dois ajustes diretos temporários, um pelo anterior Governo do PS e outro já pelo atual executivo da Aliança Democrática (PSD/CDS-PP/PPM), mas os sucessivos atrasos no lançamento do concurso, a falta de visto do Tribunal de Contas e os atrasos nos pagamentos obrigaram a empresa e entrar em ‘lay-off’.

“É verdade que o anterior Governo do PS não lançou o concurso a tempo, mas os anteriores também não o fizeram”, lamentou o diretor da Sevenair, que rejeitou apontar culpas a um ou outro partido, mas sublinhou que os atrasos nos pagamentos impossibilitaram a empresa de prosseguir o esforço para manter a operação.

O serviço aéreo regional é financiado pelo Estado para garantir um serviço público que reforce a coesão territorial, ao ligar cidades do interior entre o norte o sul do país.

Na audição, o deputado do Chega Filipe Melo lamentou que uma empresa privada se veja obrigada a suspender um serviço por falta de pagamento do Estado, sublinhando que “o que está em causa é que o Estado é devedor”.

A falta de pagamentos, acrescentou, faz com que “uma empresa que sempre cumpriu os contratos” se veja “privada de exercer a atividade”, porque o Estado “não é uma pessoa de bem”.

Ainda durante a sessão, o deputado do PSD Gonçalo Aires e a deputada do PS Isabel Ferreira coincidiram na importância da ligação para a coesão do território, mas trocaram acusações quanto à responsabilidade da suspensão do serviço: Gonçalo Aires acusou o PS pela falta de um concurso atempado que permitisse garantir a operação e Isabel Ferreira afirmou que o serviço nunca foi suspenso durante a governação socialista.

Questionado sobre quando pensa retomar o serviço, o diretor da Sevenair respondeu que o novo contrato ainda tem de ser assinado e, depois, ficará a faltar todo o percurso de tramitação e posterior obtenção de visto do Tribunal de Contas.

“Isso já não dependente de nós”, acrescentou, numa sessão que só intervieram deputados do Chega, PS e PSD.

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