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A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro manifestou hoje a sua oposição à instalação de painéis solares na albufeira da Barragem de Vilar-Tabuaço, que abrangerá os municípios de Moimenta da Beira e Sernancelhe.
A CIM, que agrega 19 municípios do Douro, reuniu hoje tomando uma posição em relação ao projeto solar fotovoltaico flutuante e híbrido eólico de Vilar-Tabuaço, cuja consulta pública termina em 23 de novembro, segundo publicação em Diário da República.
A Comunidade Intermunicipal reiterou apoio à posição dos municípios abrangidos – Moimenta da Beira e Sernancelhe, no distrito de Viseu -, manifestando também oposição à intenção de instalação dos painéis fotovoltaicos na Barragem do Vilar.
O projeto prevê a instalação na albufeira de Vilar, em Sernancelhe, de 30.744 painéis fotovoltaicos bifaciais, agrupados em módulos energéticos e instalados sobre estruturas flutuantes que, ao serem interligados, formam ilhas fotovoltaicas, numa área total de 12 hectares sobre o rio.
O projeto solar fotovoltaico flutuante e híbrido eólico de Vilar-Tabuaço contava, até às 15h30 de hoje, com 949 participações no portal Participa.
Corresponde a um projeto híbrido que combina a produção de energia elétrica a partir de fonte solar fotovoltaica flutuante com a produção de energia eólica em terra, articuladas com uma subestação de transformação e linhas elétricas associadas.
O objetivo, segundo o que é descrito no portal Participa, é “maximizar o aproveitamento do recurso renovável disponível, tirando partido da infraestrutura elétrica comum e reduzindo perdas e constrangimentos na ligação à rede elétrica de serviço público”.
Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Moimenta da Beira, Paulo Figueiredo, reforçou a sua oposição à instalação de painéis solares no rio Távora, adiantou que está em curso uma petição ‘online’, subscrita por 1.124 pessoas até às 15:30, e já agendou uma reunião com a ministra do Ambiente.
“Este projeto é uma aberração. Dizemos isto desde 2021, quando foi falado pela primeira vez e nem se percebe porque é que o projeto ainda não foi readaptado para outra área”, afirmou então o autarca à agência Lusa.
Paulo Figueiredo, eleito pelo PS, adiantou que agendou, “novamente, tal como em 2024, com a mesma ministra do Ambiente”, Maria da Graça Carvalho, uma reunião no dia 11 de novembro.
Participarão ainda na reunião os presidentes dos municípios de Sernancelhe (PSD) e Tabuaço (PS), todos municípios do distrito de Viseu, que estão inseridos na CIM do Douro e que são abastecidos de água pela albufeira do rio Távora.
A petição “pela salvaguarda do território: rejeição do projeto do solar fotovoltaico flutuante e híbrido eólico de Vilar-Tabuaço” é dirigida ao Presidente da República, António José Seguro, manifestando a “mais profunda discordância, oposição e total rejeição relativamente à implementação” do projeto, apesar de reconhecer a “importância estratégica da transição energética e das energias renováveis”.
A CIM Douro agrega os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.