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A Comunidade Intermunicipal (CIM) Tâmega e Sousa aprovou por unanimidade uma moção exigindo ao Governo e à Infraestruturas de Portugal (IP) “prioridade estratégica” nas intervenções de ligação regional nos municípios de Cinfães e Resende.
“A CIM Tâmega e Sousa assume uma posição conjunta e institucionalmente transversal, perante o Governo e a Infraestruturas de Portugal, defendendo que estas intervenções sejam tratadas como prioridades estratégicas de conectividade regional”, afirma.
A moção, aprovada por unanimidade na reunião da CIM Tâmega e Sousa desta segunda-feira, em Cinfães, foi apresentada em conjunto pelo presidente anfitrião, Carlos Cardoso (PS), e o presidente de Resende, Fernando Silvério (PSD), concelhos do norte do distrito de Viseu.
A CIM manifesta uma “posição inequívoca quanto à necessidade de concretização, com caráter prioritário, das ligações rodoviárias estruturantes necessárias para reforçar a conectividade dos municípios de Cinfães e Resende aos grandes eixos rodoviários nacionais”.
Assim, a CIM vai defender junto do Governo e da IP “a necessidade de avançar com os estudos, projetos e procedimentos necessários à concretização da ligação entre Mesquinhata e Cinfães, assegurando a continuidade funcional da Variante à EN [Estrada Nacional] 221 e a aproximação efetiva de Cinfães aos grandes eixos rodoviários, designadamente à A4 (autoestrada 4)”.
Assim como a “concretização célere da ligação Baião – Ponte da Ermida – Resende, incluindo os troços necessários à plena funcionalidade desta ligação, reconhecendo-a como infraestrutura estruturante para a coesão territorial, acessibilidade, segurança rodoviária e desenvolvimento económico do Tâmega e Sousa”.
“Estas ligações devem ser avaliadas não apenas pela sua função municipal, mas pelo seu valor estratégico supramunicipal e regional, enquanto elementos de ligação entre diferentes municípios, redes rodoviárias e territórios económicos”, sustenta a CIM.
A moção, que será enviada às diversas entidades citadas, solicita que essas intervenções “sejam consideradas prioritárias, no âmbito dos instrumentos nacionais de planeamento e investimento em infraestruturas rodoviárias”, assim como no financiamento nacional e europeu para serem concretizadas.
A CIM justifica ainda esta prioridade, não só pela importância nos dois territórios – Cinfães e Resende –, mas também pela “melhoria das acessibilidades do conjunto da CIM Tâmega e Sousa, reforçando a articulação” entre os municípios e os “grandes corredores nacionais”.
A moção tem como base 29 pontos que justificam esta tomada de posição da CIM que integra 11 municípios dos distritos de Viseu (Cinfães e Resende); Aveiro (Castelo de Paiva); Braga (Celorico de Basto); e Porto (Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira e Penafiel).
Entre os argumentos “de elevada importância” estão dois de “dimensão particularmente importante” como o “da segurança rodoviária” e da “proteção civil e socorro das populações, uma vez que o tempo de chegada de ambulâncias, bombeiros, forças de segurança e outros meios de emergência pode ser determinante para salvar vidas e proteger pessoas e bens”.
Entre outras razões está também a da mobilidade e acessibilidades, que são “uma condição essencial para a coesão territorial, para a competitividade económica e para a qualidade de vida das populações”.
Assim como o “esforço significativo” que o território da CIM Tâmega e Sousa “tem realizado, ao longo dos últimos anos, na melhoria das suas acessibilidades” apesar de “subsistirem constrangimentos estruturais que condicionam” os territórios.
Municípios que, “pelas suas características geográficas e pela sua localização no interior”, reivindicam melhores acessibilidades, porque “é condição fundamental para atração de investimento e fixação de pessoas”.