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Duas famílias, duas jovens e um intercâmbio feliz

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 Duas famílias, duas jovens e um intercâmbio feliz - Jornal do Centro
19.11.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Duas famílias, duas jovens e um intercâmbio feliz - Jornal do Centro
19.11.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Duas famílias, duas jovens e um intercâmbio feliz - Jornal do Centro

Panna Belak tem 15 anos e é natural da Hungria, Sélie Leger tem 16 e é francesa. As duas jovens estão há praticamente três meses meses em Viseu e integram um programa de intercâmbio internacional para jovens estudantes.

Panna e Sélie fazem parte de um grupo de mais de 80 jovens que entre setembro e outubro “aterraram” em território nacional. O objetivo? Estudar em Portugal e viver uma verdadeira experiência intercultural. Mas, para que tudo isto seja possível, dezenas de famílias candidataram-se para receber estes jovens.

Anabela Albuquerque e Sérgio Costa e Sandra Bidarra e Diogo Duarte são os dois casais que, em Viseu, decidiram embarcar nesta aventura e permitir que Panna e Sélie encontrassem uma segunda casa e uma nova família a muitos quilómetros do seu verdadeiro lar. Pelo que contam as duas jovens e as “novas famílias”, a experiência não podia estar a correr melhor.

Apesar de bastante jovens, pegar na mala e rumar a outro país não as assustou. Determinadas, convictas dos seus objetivos e com um grande sentido de responsabilidade, fica até difícil acreditar que têm 15 e 16 anos.

“Definitivamente, são os melhores três meses da minha vida e não estou a brincar!”, conta Panna que diz ter encontrado em Anabela e Sérgio “uma família que não poderia ter sido melhor”.

“São pessoas muito boas, são inspiradoras. Gosto muito deles”, atira a jovem que, garante, o mais difícil tem sido a língua. “Eu não sei falar muito bem, mas já ganhei muito mais do que só a língua”. A mesma “queixa” tem Sélie, mas também para ela isso não é um problema. “O mais complicado é perceber português, mas conhecer pessoas foi bom e na família não houve grandes diferença, eles são ótimos”, conta.

As duas jovens garantem que a vontade de querer conhecer novos países se sobrepõe a qualquer medo ou receio. O medo é, aliás, mais comum entre Anabela, Sérgio, Sandra e Diogo.

“Se tivemos medo ou receios? Sim, talvez o medo que fosse uma pessoa que não se enquadrasse com a nossa forma de estar. E estamos a falar de uma pessoa com 15 anos, que vem para uma família que não conhece, para um país diferente, com língua diferente, costumes diferentes. Mas com a Panna não houve problemas, de repente parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Ela é um amor”, conta Anabela.

Já o marido, Sérgio, destaca a importância da abertura quer das famílias, quer dos jovens, para que facilmente se adaptem e tornem a experiência o mais positiva e enriquecedora possível. “Vamos sempre apanhar pessoas diferentes de nós e temos que ter capacidade de encaixe, estar abertos à adaptação”, reforça.

O mesmo acontece em casa de Sandra e Diogo. “Com o tempo foram-se dissipando os receios e os medos, o que nos preocupava era o que poderia acontecer, a responsabilidade que tínhamos que ter”, conta Sandra. Já Diogo não esconde que a vontade de repetir a experiência é grande, sobretudo se lhes calhar “mais uma Sélie”. “Foi muito fácil a vinda dela, acabou por ser tudo muito natural e está a ser uma grande experiência”, afirma.

Tanto Anabela e Sérgio, como Sandra e Diogo têm filhos e foi muito por eles que decidiram alinhar nesta aventura. Por um lado, para lhes proporcionar o convívio com jovens de outros países e, por outro, para incentivar ao contacto e à pratica de outras línguas.

“Vimos no jornal da Escola Alves Martins, na mesma escola onde está a nossa filha. Achámos uma ótima ideia e é ótimo para todos nós. Além de aprendermos outra língua, conhecemos outra cultura e os miúdos desenvolvem a capacidade de comunicação deles”, conta Diogo, que assegura que desde que Sélie chegou acabaram por perceber que “esta experiência só está a trazer coisas boas”.

Na casa outra casa, onde está Panna, existem mais três jovens, os filhos de Anabela e Sérgio. Miguel tem 26 anos e é o mais velho dos três. Garante que lá em casa não houve “ciúmes”, mas confessa que no início ficou “receoso”. Mas, passado uma semana, “já era uma coisa super normal”.

“É uma verdadeira experiência e interação social. E a Panna é muito interessada pelas coisas, questiona muito, às vezes até consigo falar melhor com ela do que com a minha irmã, que tem praticamente a mesma idade que ela”, confessa entre sorrisos.

E quando perguntamos se seria capaz de também ele fazer as malas e partir para outro país, Miguel afirma que “com a idade delas não”. “Mas, desde que a Panna veio, acabei por ganhar mais interesse por este tipo de programas”, conta.

Anabela e Sérgio, Sandra e Diogo foram muito decididos em se tornarem famílias de acolhimento, mas também confessam que talvez não tivessem a coragem dos país das jovens.

Panna vai ser a primeira a abandonar Viseu, é já na próxima sexta-feira que regressa à Hungria e quando perguntamos se já está com saudades, pede que não falemos no assunto porque, assegura, vai começar a chorar. Um sentimento partilhado pelos “pais emprestados” Anabela e Sérgio.

Já na outra família, este ano Sandra e Diogo vão ter mais um elemento para festejar o Natal e a Passagem de Ano, já que Sélie está no programa que tem uma duração de quatro meses, que podem ser extensíveis.

Sélie já é, aliás, praticamente uma viseense. Sandra e Diogo contam como facilmente a jovem se adaptou à escola e que até já fez vários amigos. “Tem ido a várias festas de aniversário, sozinha, com os amigos da turma e é muito interessante ver esta capacidade, autonomia e, ao mesmo tempo, responsabilidade”, afirmam.

Para Sandra e Diogo, são muitas as vantagens de terem embarcado nesta aventura e garantem que a vontade de repetir é grande mas, para já, é hora de continuar a dar a Sélie o que melhor sabem: o amor de uma família, mesmo que seja “emprestada”.

Projeto de intercambio é desenvolvido pela AFS
A Intercultura-AFS Portugal promove há mais de 60 anos, desde 1956, intercâmbios internacionais para jovens do ensino secundário, com o objetivo, refere, de dar “oportunidades de aprendizagem intercultural para que todos e todas possam desenvolver conhecimento, competências e compreensão necessárias para a criação de um mundo mais justo e pacífico”.

Para os responsáveis, “o objetivo do programa é precisamente proporcionar uma experiência de aprendizagem intercultural, em que as famílias e comunidades
envolvidas, através de uma metodologia assente em objetivos educacionais e numa abordagem que combina uma experiência imersiva com aprendizagem estruturada, entram em contacto com novas referências culturais e desenvolvem competências de valorização da diversidade e abertura para uma sociedade cada vez mais globalizada”.

Este ano, entre setembro e outubro chegaram a Portugal mais de 80 jovens, de 20 nacionalidades diferentes. Estes estudantes têm entre 15 e 18 anos e chegam de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chéquia, Chile, Dinamarca, Equador, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Honduras,
Hungria, Itália, Japão, Polónia, Sérvia, Tailândia, Turquia, entre outros.

No que diz respeito às famílias de acolhimento, encontram-se em diferentes pontos do país, além de Viseu, nos distritos de Braga, Porto, Lisboa, Leiria, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Santarém, Setúbal e Madeira.

Segundo a AFS, “uma família de acolhimento pode ser constituída por apenas um membro (mãe ou pai), com ou sem filhos, não sendo necessário ter um quarto só para o estudante (pode ser partilhado com os irmãos de acolhimento).

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