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A campanha eleitoral está a chegar ao fim e esta é, agora, a hora da “corrida final” para apelar ao voto nas eleições de 10 de março. E como já é tradição, a feira semanal de Viseu é sempre visitada pelos candidatos. Esta terça-feira não foi exceção. O Chega marcou presença. Foi a terceira vez e dizem que são sempre muito bem recebidos. “Olhe, é isto o que nos acontece”, lança um dos militantes quando abordado por uma senhora que lhe pediu o jornal do partido. Levou o jornal e também a caneta.
O cabeça de lista por Viseu, João Tilly, não estava presente, mas campanha que é campanha precisa é de fazer passar a sua mensagem e para os militantes a tarefa estava a ser cumprida. “As pessoas vêem ter connosco e queixam-se, principalmente, da habitação e do preço das casas”, contou Amélia Soares. “Dizem-nos que é tempo de mudar e para isso contam com o Chega”, acrescentou.
Uma das entradas da feira, o rodopio era grande. Uns paravam para ver de quem eram as bandeiras, outros pediam as canetas e alguns o jornal. Mas nem todos. “Chega mas é para lá, não quero nada disso”, disse uma mulher que apressada nem quis ouvir o que os candidatos tinham para dizer.
Já outra senhora, deixou palavras de agradecimento: “muita sorte”, desejou.
Todos os votos contam e a poucos dias das eleições corre-se atrás dos indecisos. Entre compras, pessoas apressadas ou aqueles que calmamente iam vendo “a banda” a passar, a conversa andou à volta da imigração.
“Nesta altura estávamos tramados se não fosse a imigração que temos, mas temos controlar. Para já temos de saber para onde vão, já os nossos portugueses há 50 anos quando íam para França também sabiam para onde iam. E aqui ninguém sabe para onde vão e depois ficam ai ao abandono sem habitação ou quarenta numa mesma casa. Isto não é extremismo. Agora temos é de fazer alguma, temos de controlar”, desabafou um dos militantes, enfermeiro de profissão.
“Os outros países já fazem o mesmo, não estamos a inventar nada”, atalhou Amélia Soares.
A resposta à pergunta como controlar não foi esclarecida, mas o que fazer com os imigrantes é dado adquirido para o Chega. “Temos de saber para onde vão, colocá-los a saber falar a nossa língua e perceber as reais necessidades dos vários setores porque depois há ai muita máfia deles próprios que ganham dinheiro com eles. Nós precisamos de saber que se são necessários 500 na agricultura, são esses 500 que temos de receber”.