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Nos últimos quatro anos, vinte e seis médicos da região de Viseu pediram escusa de responsabilidade das suas funções nas instituições de saúde do distrito. A informação foi revelada ao Jornal do Centro pela Ordem dos Médicos que anunciou não ter recebido nenhum pedido em 2022.
Segundo a Ordem, pelo menos 25 médicos do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) e um do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões fizeram o pedido desde 2018. A Secção Regional do Centro refere que, este ano, ainda não recebeu qualquer pedido de escusa por parte de médicos na zona de Viseu.
O ano em que foram apresentadas mais declarações foi o de 2020, quando dezasseis médicos do serviço de Pediatria e cinco de Cardiologia do CHTV enviaram os pedidos de escusa de responsabilidade.
No ano passado, a Ordem recebeu um pedido de escusa de mais um clínico da Cardiologia. O mesmo aconteceu em 2019 (um pedido) e 2018 (dois pedidos), todos relacionados com o mesmo serviço.
No ACES Dão Lafões, foi entregue apenas um pedido de escusa em 2018. Nos últimos quatro anos, a Ordem dos Médicos do Centro recebeu 902 declarações de responsabilidade, 90 por cento das quais provenientes de médicos no âmbito do serviço de urgência, sendo a Medicina Interna a especialidade médica com maior expressão.
Este ano, a delegação regional recebeu 233 declarações de responsabilidade de toda a zona Centro, das quais 94 por cento vieram de médicos dos serviços de Urgência.
Num comunicado divulgado no último fim de semana, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, enalteceu a capacidade dos médicos em salvaguardar os cuidados de saúde à população mesmo “enfrentando a penúria na resposta às necessidades dos doentes”.
As declarações foram feitas numa altura em que, lembrou Carlos Cortes, “as condições dos cuidados de saúde nos hospitais e centros de saúde da região Centro continuam a motivar o envio de declarações de responsabilidade para a Ordem dos Médicos, como forma de alerta para os graves problemas que o Serviço Nacional de Saúde tem atravessado e que, nesta altura, têm tido maior impacto público”.