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Empresa têxtil de Viseu faz roupas para a Lacoste

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 Empresa têxtil de Viseu faz roupas para a Lacoste - Jornal do Centro
19.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Empresa têxtil de Viseu faz roupas para a Lacoste - Jornal do Centro
19.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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A fábrica têxtil Goucam, sediada em Viseu, está a fazer roupas para a Lacoste. A empresa ganhou o contrato depois de, em fevereiro, a guerra na Ucrânia ter motivado uma fábrica de confeções daquele país a deixar de produzir para a marca francesa. A notícia é contada esta quarta-feira pelo Eco.

Em declarações ao jornal online, o presidente da Goucam, José Carlos Castanheira, disse ter feito uma “jogada de antecipação” logo após o início da invasão russa, conseguindo “apanhar uma encomenda” de blusões que a Lacoste tinha previsto colocar na fábrica ucraniana. O empresário contactou o dono dessa unidade industrial, que temia as paragens de atividade por causa da guerra, e ambos negociaram com a Lacoste a mudança para Portugal, que foi aceite.

“Entrámos para resolver um problema que eles tinham, ficaram contentes e viram que temos condições para continuar a trabalhar em conjunto. Fizemos essa entrega de blusões e negociámos o fabrico de calças e casacos para a próxima estação, que são os artigos de verão em que conseguimos entrar. Estamos a entrar no circuito de fornecimento da Lacoste, que é um cliente potencialmente interessante”, revelou José Carlos Castanheira.

A Goucam passou também a fabricar para outro cliente de França, que representa agora 15% (por cento) do negócio, a mesma quota que a Alemanha, onde a empresa viseense conquistou mais dois clientes, incluindo a Hugo Boss, mas a experiência com a marca de luxo deve ficar por aqui.

“Tivemos uma das fábricas a trabalhar para eles (Boss) desde abril e até setembro. Apesar de não ter a rentabilidade que esperávamos, cumprimos esse negócio até ao fim”, afirmou o presidente da empresa ao Eco.

Segundo o próprio, os novos clientes acabaram por ocupar o espaço produtivo deixado livre sobretudo pelo grupo Inditex, entrando “num momento em que os espanhóis não tinham negócio, sobretudo a Massimo Dutti, que era um cliente muito pesado para nós”.

José Carlos Castanheira disse que a Inditex já demonstrou “vontade e condições para voltar aos números anteriores”, mas também afirmou que a Goucam não tem capacidade produtiva disponível nem quer “abdicar dos clientes que estiveram presentes nessa fase” mais difícil.

Fábrica de Viseu vai ser ampliada
Entretanto, a Goucam prevê avançar em breve com o alargamento da fábrica de Viseu em cerca de 3.000 metros quadrados de área coberta, num investimento que ronda os quatro milhões de euros. O objetivo passa por voltar a incorporar a área do corte, revertendo a decisão tomada há alguns anos de construir uma unidade separada para concentrar essa atividade.

“Estamos a preparar os projetos para juntar a construção nova à existente. Temos um lote na zona industrial que está ocupado com estacionamento para o pessoal e que permite construção”, disse José Carlos Castanheira.

A faturação da Goucam caiu de 16 milhões de euros em 2019 para 10 milhões em 2020, tendo recuperado ligeiramente para os 11 milhões em 2021. As previsões para este ano apontam para uma nova subida para os 12 milhões de euros.

As exportações asseguram a quase totalidade das vendas da têxtil. O presidente da empresa garantiu que há mais procura por parte dos clientes e que ela é “das maiores em 30 anos”. “Os clientes, por necessidade e por não terem outra opção, estão dispostos a pagar os preços que pedimos”, afirmou.

Mas José Carlos Castanheira também não escondeu a apreensão com o aumento dos custos, nomeadamente os da energia. Segundo o empresário, só a fatura do gás aumentou seis vezes desde dezembro do ano passado. Já na eletricidade os preços aumentaram 30%, mas que são “significativamente abaixo dos preços atuais de mercado”, disse, acrescentando que está a conseguir passar “grande parte” do acréscimo de custos aos clientes, de forma progressiva.

O empresário também diz estar preocupado com o crescimento do absentismo, que disparou para os 12% depois da pandemia, e com a falta de mão de obra.

Agora, a Goucam está à procura de 50 pessoas para entrada imediata nas suas três fábricas, mesmo que os candidatos não tenham qualquer experiência no setor têxtil. A empresa emprega cerca de 400 trabalhadores, dos quais 285 estão em Viseu e os restantes repartidos pelas outras fábricas do grupo em Castelo Branco e Arganil.

Na mesma entrevista ao Eco, José Carlos Castanheira garantiu que o setor têxtil “não paga menos do que paga a restauração”.

“Neste momento, o grande concorrente da indústria são os cursos de formação. As pessoas não morreram, não houve mais emigração nesta fase pós-pandemia. E todos os setores se queixam de falta de mão de obra. Onde estão as pessoas? A única coisa que cresceu foi esta indústria de cursos de formação que se montou em Portugal e que tem de se continuar a alimentar. Não vejo outro motivo”, concluiu.

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