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O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) diz que a exploração da nova barragem de Fagilde é uma decisão das autarquias servidas por esta infraestrutura.
“É uma pergunta que tem que ser feita aos municípios e ao ministério do Ambiente, não é à APA. A barragem é nossa, já fizemos o trabalho para a criação de uma nova, depois o modelo de gestão é uma pergunta que tem que ser feita aos municípios, eles é que têm que saber, não compete à APA”, explicou aos jornalistas, José Pimenta Machado.
O presidente da APA falava à margem da apresentação da nova ETAR de Cubos, em Mangualde, um dos concelhos abrangidos pela infraestrutura que, referiu, vai “duplicar o volume da atual barragem”.
“Apresentámos o projeto da Barragem de Fagilde que é tão importante para esta região. Temos uma vontade enorme para dar sequência ao projeto, temos ainda um caminho longo pela frente, mas temos aqui uma boa oportunidade”, disse.
José Pimenta Machado referiu que já está “guardada uma verba com algum significado dos fundos comunitários” e que “agora é preciso trabalhar para que em 2029/2030 a barragem esteja finalizada”.
“Será uma prioridade, a APA, a Águas de Portugal, Viseu, toda esta região, está a trabalhar neste projeto”, afirmou.
O responsável disse que espera que o projeto da barragem seja agora apresentado à Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.
“Queremos divulgar o projeto e as fases que se seguem. Temos que fazer a avaliação do impacto ambiental, projeto e execução. Há um caminho ainda a fazer”, esclareceu.
José Pimenta Machado aproveitou ainda para destacar a importância da ETAR que acabava de ser inaugurada porque representa uma “mudança de paradigma de como olhamos para as ETAR”.
“Uma das nossas prioridades é a reutilização da água, estamos a fazer isso no Algarve, para rega de campos de golfe, numa região de seca. Mangualde, Nelas, Viseu também têm projetos dentro dessa área. A ETAR é uma fonte de matérias-primas, com a água a entrar podemos depois utilizá-la para muitas coisas”, referiu.
Sobre o pedido feito pelo município de Mangualde para obter licença para a reutilização para fins industriais, José Pimenta Machado disse que estão a analisar, mas que em breve a licença deverá ser emitida.
“Mangualde já submeteu no nosso sistema de informação um pedido para reutilizar, estamos a analisar e rapidamente vamos emitir a licença. Temos que olhar para a água e para o destino final, se é para empresa e se há condicionantes, se é para regadio. Em função do uso final, vamos ajustar aquilo que é a licença que vamos emitir à Câmara Municipal”, finalizou.