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A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e a GNR juntaram-se numa nova campanha para a prevenção do afogamento de crianças e jovens, um fenómeno que já provocou 274 mortes em cerca de 20 anos.
A campanha “A Morte Por Afogamento é Silenciosa e Rápida” apresenta-se este ano com uma imagem renovada, mas o objetivo mantém-se.
O coordenador do Departamento de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da GNR, o major Ricardo Silva, justifica a importância da prevenção e da mensagem de alerta, destinada a evitar as mortes de crianças e jovens por afogamento.
“Queremos contrariar o facto de a morte por afogamento ser a segunda causa de morte acidental das nossas crianças e jovens. É um desfecho fatal para eles e temos de perceber sempre o alcance deste desfecho também nas famílias, que ficam destruídas com estes acidentes”, afirma.
O militar lembra que todo o cuidado é pouco em todos os locais “em que haja água por perto”, incluindo banheiras, piscinas, lagares, bacias “e até praias, rios e barragens”.
Ricardo Silva deixa ainda alguns alertas essenciais para evitar acidentes em meios aquáticos. “Devemos todos apostar na prevenção e garantir que o acesso à água está devidamente restrito e sinalizado. A partir do momento em que a criança usou a água, é preciso esvaziá-la imediatamente. Se a criança já não lá está, já não vai brincar mais. Se não há supervisão, é esvaziar a piscina e a bacia e garantir que não há risco de a criança voltar à água”, diz.
Até 15 de setembro, a GNR vai intensificar ações de sensibilização da população, para reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, em piscinas e em ambientes naturais, em toda a sua área de competência no território nacional.
No mais recente relatório da APSI, é referido que o número médio de mortes por afogamento diminuiu nas últimas duas décadas, mas que apesar disso o número em 2020 “foi excecionalmente alto”, tendo-se situado nos 14 óbitos.
Nesse ano morreram sete crianças até aos quatro anos, cinco jovens entre os 15 e os 19 anos e dois adolescentes entre os 10 e os 14 anos.
“Se considerarmos os últimos nove anos, o maior número de mortes por afogamento ocorre na faixa etária dos 15 aos 19 anos e o maior número de internamentos na faixa etária dos zero aos quatro anos”, refere o relatório.