No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
Um italiano de 29 anos foi detido em Oliveira de Frades por suspeita de ter entrado ilegalmente no país, mas está agora desaparecido e sem paradeiro depois de ter fugido de um hospital do Porto onde estava internado com problemas mentais.
O homem foi dado como morto pela família e amigos, mas, na verdade, atravessou Itália, França, Espanha e Portugal a pé ou de boleia.
O indivíduo, segundo avança o Jornal de Notícias, não trazia identificação e foi detido em Oliveira de Frades em novembro do ano passado pela GNR.
No dia seguinte, foi acionado o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), onde os inspetores encontraram “um farrapo humano” que “raramente falava” e que, quando o fazia, apresentava “delírios”, disse o inspetor Vítor Branco ao JN.
Marco Ghedini sofria de uma depressão que o levava a assumir diferentes personalidades e, por causa do seu estado de debilidade, foi encaminhado por decisão do Tribunal para o Centro de Instalação Temporária de estrangeiros do Porto para ser depois expulso para o país de origem no prazo de 60 dias.
O SEF tentou descobrir qual era esse país e acabou por conseguir reunir pistas que localizaram o homem em Espanha. Algumas palavras ditas pelo detido e um número de telefone conduziram a investigação para a Itália.
Marco Ghedini ficou depois internado no Hospital Magalhães Lemos, também no Porto, e sofreu um surto psicótico, tendo passado a ter constante acompanhamento médico.
Mas foi do hospital que o homem acabou por fugir no passado sábado (15 de janeiro) antes de embarcar num voo de regresso a casa que já estava marcado e contava com o envolvimento da Embaixada da Itália. Continua em paradeiro incerto, tendo sido localizado pela última vez em Grijó, em Vila Nova de Gaia.
Segundo os relatos das autoridades, o italiano natural de Ostiglia, na região da Lombardia, não tomava banho há cerca de quatro meses e tinha barba grande, roupa rasgada e botas mais do que gastas.
Marco Ghedini era um aluno de Belas Artes que, no final de 2020, sofreu uma depressão que o fez fugir de casa em março do ano passado. Seria encontrado semanas depois, mas o problema mental permaneceu incurável e, em junho, Marco garantiu que se ia suicidar, tendo sido visto a caminhar em direção a uma ponte.
O corpo nunca foi encontrado, mas os familiares e amigos ficaram convencidos de que estava morto e organizaram uma cerimónia fúnebre. Isto quando, na realidade, Marco já caminhava em direção a França, tendo percorrido o país gaulês durante um mês.
Em agosto, entrou em Espanha e, em outubro, apanhou boleia de um camião que atravessou a fronteira de Vilar Formoso antes de acabar por ir a Oliveira de Frades, onde foi intercetado e detido.
O SEF já apelou a quem souber do seu paradeiro para que contacte os seus serviços.