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Movimento de arquitetos reunido em Viseu para criar sindicato

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 Movimento de arquitetos reunido em Viseu para criar sindicato - Jornal do Centro
16.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Movimento de arquitetos reunido em Viseu para criar sindicato - Jornal do Centro
16.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Movimento de arquitetos reunido em Viseu para criar sindicato - Jornal do Centro

O Movimento dos Trabalhadores em Arquitetura realiza, este sábado (19 de fevereiro) em Viseu, uma reunião de trabalho com vista à criação de um sindicato que represente a classe.

A organização procura reunir contributos e conhecer as diferentes realidades dos trabalhadores da arquitetura. O encontro acontece às 15h30 de sábado no CAOS – Casa d’Artes e Ofícios.

“O Movimento fez, no passado dia 9, três anos desde a sua primeira reunião no Porto e foi-se desenvolvendo através de uma organização coletiva. E considerámos que a formação de um sindicato seria necessária”, explicou ao Jornal do Centro João Gonçalves membro do movimento.

O grupo quer criar o sindicato no final de abril, num processo iniciado há um ano. João Gonçalves refere que já foram realizados encontros em Lisboa, Setúbal, Leiria e Coimbra.

Neste sábado, além de Viseu, também está agendada uma outra reunião em Covilhã, com a realização prevista de novos encontros em Braga, Faro e Évora.

João Gonçalves diz que a maioria dos trabalhadores da arquitetura que trabalham por conta de outrem “estão numa falsa independência”. Mais de 80 por cento “estão dependentes de uma empresa e com condições de trabalho que não garantem os mínimos”, acrescenta.

“Falamos de uma média salarial à volta dos 870 euros, abaixo da média nacional. É cerca de metade da média de um licenciado em Portugal e, para empregos altamente qualificados, não nos permite ter uma vida digna”, afirma.

João Gonçalves alerta também para o aumento do custo de vida destes profissionais, que tem vindo a agravar nas diversas cidades.

Além da precariedade, as mulheres que trabalham na área enfrentam ainda maiores obstáculos na contratação e progressão na carreira, sendo que, em média, os seus salários são 30 por cento inferiores aos dos seus colegas.

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 Movimento de arquitetos reunido em Viseu para criar sindicato - Jornal do Centro

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