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O Projeto Cardo celebra 10 anos de existência em 2024 com concertos, discos e novos projetos, as iniciativas do Ciclo de Música sem Tempo e Constelações, envolvendo jovens e a comunidade, revelaram hoje os responsáveis.
Com origens no Ensemble Cardo-Roxo, criado em 2012 quando os fundadores, Carmina Repas Gonçalves e Antony Fernandes, emigrados na Suécia, regressaram a Portugal, o Projeto Cardo, além do ensemble engloba o Cardo Amarelo – Escola de Música Tradicional e vários projetos audiovisuais.
“A associação tem como principal objetivo intervir artística e pedagogicamente na sociedade atual através da música, focando grande parte do seu trabalho na preservação, divulgação e promoção da música tradicional portuguesa”, explicou, esta tarde, em conferência de imprensa, Carmina Repas Gonçalves.
Segundo explicou, “são vários os projetos” que a Cardo tem em andamento e que em 2024 vão dar “ainda mais” resultados: “Estamos já a trabalhar no Ad Orientem, um projeto de investigação que envolve 12 monumentos icónicos e nos quais está a ser feita uma análise cientifica do comportamento acústico daquele espaço, das condições arquitetónicas e práticas”, referiu Ricardo Torres, responsável pela acústica do Projeto Ensamble.
Segundo explicou, “para cada monumento foi selecionada para gravação uma canção tradicional local com um novo arranjo feito pelo Ensemble Cardo-Roxo ou por um compositor convidado e três músicas que vão ser gravadas pelas mesmas pessoas nos vários locais, o que vai permitir encontrar diferenças”.
O projeto, desenvolvido em Felgueiras, Braga, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Marco do Canaveses, Baião, Vila Nova de Gaia, Resende, Celorico de Basto, Paços de Ferreira e Amarante, termina em junho os estudos artísticos e lança em outubro um ‘website’ e um disco.
O Ciclo de Música Sem Tempo, criado em 2021 com o objetivo de objetivo estabelecer pontes entre músicos e público, regressa com quatro concertos de artistas da Turquia, Suécia, Eslovénia, Irlanda, Brasil/Portugal, França, Espanha, Grécia e Bulgária.
“Temos nomes muito bons como a Orquestra Bamba Social, Telli Lunar, Efren Lopez e Kelly Thom e o Quarteto Abagar, que vão dar concertos em Esposende, Miranda do Douro e Santo Tirso e ainda vão dar oficinas para músicos e para pessoas não ligadas à musica”, explicou Antony Fernandes.
As oficinas têm um “papel especial e importante” no trabalho do projeto: “Os concertos não se ficam por os músicos irem a estes sítios tocar, tem que haver sempre um contacto com o público”, salientou Carmina Repas Gonçalves.
Também no verão, entre junho e julho, serão feitas residências, espetáculos e gravações do projeto Constelações: “Vamos fazer um espetáculo e um disco original com jovens, que escreveram os poemas musicados. São alunos do 3.º ciclo do Ensino Artístico Especializado dos Conservatório de Guimarães e da Calouste Gulbenkien de Braga”.
“Os poemas foram feitos em oficinas de escrita, muito influenciados pelo período de pandemia, as angustias e os medos destes jovens”, explanou.