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Que Jazz É Este? com 12 dias de programação em Viseu e na região

Evento reforça presença na rua, alarga parcerias e propõe encontros intergeracionais, culturais e artísticos

Carolina Vicente | carolina.vicente@jornaldocentro.pt
 Distrito de Viseu em aviso amarelo até ao final do dia por causa da chuva
04.06.25
fotografia: Jornal do Centro
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04.06.25
Fotografia: Jornal do Centro
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 Que Jazz É Este? com 12 dias de programação em Viseu e na região

O festival “Que Jazz É Este?” vai chegar a Viseu, Tondela e Carregal do Sal em julho, com concertos, ‘jam sessions’, oficinas e rádio ao vivo, integrados numa programação assente nos conceitos de acessibilidade e diversidade.

Organizada pela Gira Sol Azul e financiada pelo programa Eixo Cultura do município de Viseu, a 13.ª edição do festival, que foi hoje apresentada, acontecerá entre 09 e 20 de julho.

Entre os dias 9 e 20 de julho, a cidade de Viseu e os concelhos de Tondela e Carregal do Sal recebem a 13.ª edição do festival Que Jazz É Este?, uma edição que, segundo Ana Bento, responsável pela direção artística, “espelha o espírito que já tínhamos desde o início e que devemos preservá-lo, mantê-lo e aprofundá-lo”. 

A programação desta 13ª edição privilegia o espaço público e o encontro com os públicos, e o festival volta a assumir-se como um organismo vivo e aberto à diversidade.

“Este vir para a rua também tem a ver com uma coisa que todos reforçamos e continuamos a achar que é importante, que é ir ao encontro das pessoas”, começa por explicar Ana Bento na conferência de imprensa de apresentação. 

O festival arranca a 9 de julho com o Jazz ao Domicílio, uma iniciativa que leva a cultura a quem não pode deslocar-se. Este ano, a programação inclui um filme-concerto com banda sonora original da jovem trompetista Jasmim Pinto para The Playhouse, de Buster Keaton. 

A apresentação vai ter lugar no Estabelecimento Prisional de Viseu, no Internato Vitor Fontes e no Hospital Psiquiátrico. “Este ano levamos um trabalho original”, explica Ana Bento. “O programa tem uma dinâmica diferente, nunca apresentámos este tipo de iniciativa nestes contextos”.

O mesmo filme-concerto vai ser exibido ao público geral a 17 de julho, na Casa do Miradouro. “É um filme onde Keaton joga com a relação existente entre o mundo onírico e a realidade”, lê-se no dossiê de imprensa, que acrescenta que a proposta convida a refletir sobre um “possível cenário de superação numa (ainda actual) sociedade capitalista industrial”.

No dia 12 de julho, a cidade de Viseu acorda com Jazz na Rua, protagonizado pelos alunos da Escola Profissional da Serra da Estrela, que vão ocupar praças, varandas e esquinas. O dia 11 de julho marca o início da colaboração com Tondela, nomeadamente a ACERT, com um concerto do Coletivo Gira Sol Azul e do músico cabo-verdiano Tito Paris. 

Sobre o artista, Ana Bento realça a felicidade “por termos concretizado a possibilidade deste convidado que já andávamos a namorar há muito tempo”. O concerto repete-se a 19 de julho no Parque Aquilino Ribeiro, em Viseu.

No mesmo dia 12, o quarteto de João Rocha – recém-premiado no 4.º Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro – apresenta-se na Pousada de Viseu. A 13 de julho, em Carregal do Sal, sobe ao palco a Gira Big Band, num espetáculo que reúne três gerações de músicos da região e presta tributo à cantora Vera Lúcia. 

“Esta personagem peculiar que nasceu em Viseu e que muito cedo emigrou para o Brasil com a mãe e com as irmãs, e rapidamente se tornou uma cantora consagrada”, lembra  responsável pelo Que Jazz É Este?.

A segunda semana do festival concentra-se sobretudo entre os dias 17 e 20 de julho. “De 17 a 20 de julho o coração do festival bate em vários pontos da cidade”, sublinha a responsável artística. O Museu Nacional Grão Vasco acolhe, no dia 17, o projeto Triologia das Sombras dos Mano a Mano, com base na obra de Lourdes Castro e com a participação do performer Tiago Martins.

No dia 18, o Parque Aquilino Ribeiro recebe a saxofonista Camilla George, cuja música “funde afrofuturismo, hip hop e jazz, com um subtexto político ligado à herança nigeriana”. A 19 de julho, o Teatro Viriato acolhe o trio da suíça Marie Kruttli, que apresenta composições descritas como “estruturas imponentes, semelhantes a catedrais”, combinadas com “profundidades introspetivas”.

Paralelamente, o jardim da Casa do Miradouro torna-se palco de encontros. No dia 18 os músicos Emanuel e Toy Matos juntam-se ao saxofonista João Mortágua num projeto de “fusão de raízes ciganas com improvisação jazzística”. No dia 20, o espaço recebe o quarteto Analogik, liderado por Zé Almeida, com uma proposta que oscila entre trio de jazz, quarteto de cordas e ensemble de improvisação.

O Carmo’81 vai ser novamente o espaço dedicado aos mais jovens e à experimentação. A 16 de julho acontece a 1.ª edição do So What? Encontro de Escolas, que promove o intercâmbio entre alunos de escolas profissionais de música. De 17 a 19 de julho decorre o 17.º Workshop de Jazz de Viseu, orientado por André Matos e Gonçalo Marques, com foco na improvisação como processo de auto-descoberta.

As jam sessions diárias completam a programação do espaço: “Quem quiser tocar, aparece. Quem quiser ouvir, entra. Sem alinhamentos, sem rede — só a entrega de quem vive a música como linguagem de liberdade”, refere a organização.

A festa de encerramento realiza-se a 20 de julho no Parque Aquilino Ribeiro com New Max (Tiago Novo), que apresenta Phalasolo, um trabalho que homenageia a música negra e apela ao consumo de cultura portuguesa.

Desde 2015, a Rádio Rossio acompanha o festival com emissões em direto no estúdio sobre rodas instalado no Parque Aquilino Ribeiro, em articulação com a Rádio Jornal do Centro. Este ano, a programação inclui quatro sessões da oficina Radioactiva, descrita como “uma experiência imersiva em que os participantes criam programas de autor originais que partem do uso consciente, crítico e independente da comunicação enquanto instrumento chave da nossa construção social”.

A vereadora da Cultura da Câmara de Viseu, Leonor Barata, também durante a conferência de imprensa, destacou a importância do evento: “Já sabemos que nesta altura o jazz chega à cidade e isso também é um mecanismo que deriva do facto de o festival ser um dos nossos eventos âncora”.

Leonor Barata acrescentou ainda que “o crescimento do próprio evento já marca aquilo que é o calendário artístico e cultural da cidade” e que “todos ganhamos com estas parcerias e com esta possibilidade dos nossos próprios artistas poderem colaborar com artistas de outros territórios e vice-versa”.

O festival Que Jazz É Este? é financiado pelo programa Eixo Cultura do Município de Viseu e conta com parceiros e mecenas locais e nacionais. Todas as atividades têm entrada livre, com apelo ao “donativo consciente”, com o princípio de que “a cultura deve ser acessível, mas não gratuita por defeito”.

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