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Há pequenos produtores de vinho no distrito de Viseu que estão à beira da falência, numa altura em que a inflação e o aumento dos custos estão a preocupar o setor. O alerta é do presidente da Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE), Paulo Amorim, que exige do Governo apoios para o setor.
Os produtores, que vendem sobretudo a restaurantes e garrafeiras, têm sido afetados primeiro pela pandemia e agora pela inflação. A situação tem sido, aliás, transversal ao resto do país, diz Paulo Amorim, referindo que ela é comum a vários produtores.
“Estes pequenos e médios produtores têm uma pequena quota nas exportações e não vendem a grandes superfícies. Foram muito massacrados pela pandemia porque os restaurantes estavam fechados e, agora neste pós-pandemia, surge o problema da inflação e um certo abuso de condições por parte de alguns parceiros que torna a sua situação absolutamente dramática, quando estamos em vésperas do início da nova vindima”, alerta.
Várias matérias-primas registaram pesadas subidas, com aumentos que oscilaram entre os 20 e os 50 por cento. O presidente da ANCEVE refere que os aumentos se refletiram desde as garrafas às caixas de cartão, entre outros materiais, além do transporte e de outros custos como os combustíveis.
“Estamos a falar de uma importação de custos que antes não existia. Quando eram vendidas as garrafas ou as caixas de cartão, o transporte era da conta do fornecedor e, agora, é da conta do pequeno produtor”, explica Paulo Amorim, que acrescenta que as encomendas são agora pagas “ou antecipadamente ou no momento da entrega”.
“Isto cria um estrangulamento financeiro brutal aos pequenos e médios produtores que não conseguem refletir o aumento brutal no preço de venda do vinho porque, se subir mais de 10 por cento, que é a média que está a ser praticada, e com a margem acrescentada pelos clientes, os preços tornam-se absolutamente insuportáveis para os consumidores”, refere.
Além disso, também se verificam problemas no abastecimento dos materiais de engarrafamento. Perante esta situação, a ANCEVE reclama uma ajuda urgente do Governo para apoiar o setor, que, diz, está a sofrer uma “emergência provocada justamente por duas tragédias seguidas, a pandemia e a inflação”. “Para uma emergência, é preciso adotar medidas emergentes e extraordinárias e é isso o que solicitamos”, afirma Paulo Amorim.