policia-judiciaria
barco douro cinfaes
mau tempo queda de arvores
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4
Home » Notícias » Diário » Incêndios: perdas na ordem dos 25 milhões de euros na castanha dos Soutos da Lapa

Incêndios: perdas na ordem dos 25 milhões de euros na castanha dos Soutos da Lapa

"Podemos estar a falar em mais de 80% da área afetada”, alerta dirigente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

pub
 Feira de São Mateus: Bombeiros resgatam pessoas presas em diversão
19.08.25
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Feira de São Mateus: Bombeiros resgatam pessoas presas em diversão
19.08.25
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Incêndios: perdas na ordem dos 25 milhões de euros na castanha dos Soutos da Lapa

Oitenta por cento da castanha dos Soutos da Lapa, denominação de origem protegida (DOP) da variedade Martaínha, ardeu nos mais recentes incêndios e deixa em risco a produção.

Os prejuízos, disse um responsável à agência Lusa, são de 25 milhões de euros para estes concelhos dos distritos de Viseu, Guarda, mas também Vila Real.

“Podemos estar a falar em mais de 80% da área afetada, só dos castanheiros Martaínha, entre cinco a seis mil hectares. Isto é uma brutalidade e coloca em risco a DOP dos Soutos da Lapa”, afirmou José Gomes Laranjo.

Este professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro tem dedicado parte da vida ao estudo da fileira da castanha, em especial à variedade Martaínha. É também dirigente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

Com esta destruição, está “também em risco muito do que é a fileira da castanha”, nomeadamente na “janela da comercialização de outubro, em que a Martaínha é a principal variedade” no mercado.

“Este ano vamos ter pouca ou quase nenhuma Martaínha. Agora, vamos ver como é que o país vai responder a esta ausência da castanha”, questionou.

E, “pior ainda”, como é que o produtor vai sobreviver, já que, pelas suas contas, “isto vai causar um impacto muito grande na produção” desta variedade de castanha.

“Podemos estar a falar, e acho que não devo ter medo de dizer isto, de um impacto na ordem das seis a sete mil toneladas de castanha, em grosso modo. Ou seja, qualquer coisa como 22 a 25 milhões de euros (ME) de rendimento que este ano não vai existir”, contabilizou.

Uma conta feita para o ano de 2025, mas que perdurará no tempo, já que “o castanheiro não é uma árvore que cresça e produza de um ano para o outro, demora, no mínimo, cinco, seis anos” a dar fruto.

Este especialista acrescentou que a plantação de um souto “e a entrada de produção até ao estado adulto pode levar, atualmente, entre 12 e 15 anos”, que “é muito tempo”.

“Ou seja, as contas são do que não vai ser produzido este ano. Agora a questão é: e no futuro? Como é que vamos recuperar o mais possível os castanheiros que podem ser salvos? Se é que ainda podem ser salvos alguns”.

Isto porque nos limites dos soutos com os pinhais, a zona denominada de bordadura, os castanheiros “arderam por completo” e aí não se devem salvar, “porque o impacto com o incêndio foi bem maior e estão irremediavelmente perdidos”.

“Só na bordadura devem estar uns 30% de soutos. Nos outros não se perde em tentar”, defendeu.

Neste sentido, aconselhou todos os produtores a “regarem os seus soutos”.

“O castanheiro é uma madeira com uma carga térmica muito grande e de combustão lenta, por isso, é possível que, mesmo já não havendo chamas, os troncos estejam a arder por dentro, daí também o conselho de os regar e dar-lhes água”, justificou.

Segundo José Gomes Laranjo, os Soutos da Lapa foram atingidos, principalmente, nos concelhos de Sernancelhe e Penedono, no distrito de Viseu, Aguiar da Beira, Trancoso e Mêda, no distrito da Guarda, e ainda em Vila Real.

Os Soutos da Lapa foram atingidos pelo incêndio que teve origem em dois focos – Sátão (distrito de Viseu) e Trancoso (distrito da Guarda) – e na sexta-feira tornou-se um só, que se alastrou a 11 municípios dos dois distritos.

Este complexo de incêndio entrou em resolução às 22:00 de domingo.

Os 11 municípios são Sátão, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Penedono e São João da Pesqueira (distrito de Viseu); Aguiar da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres, Mêda, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa (distrito da Guarda).

pub
 Feira de São Mateus: Bombeiros resgatam pessoas presas em diversão

Outras notícias

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Feira de São Mateus: Bombeiros resgatam pessoas presas em diversão

Notícias relacionadas

Procurar