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Festival literário tem início em Manhouce decidido a “Resistir”

O festival assume-se como ato de resistência cultural e comunitária, e este ano presta atenção particular à mulher e à sua capacidade de marcar a resiliência das comunidades

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 Festival literário tem início em Manhouce decidido a “Resistir”

O festival literário ‘A Gente (Não) Lê’ regressa hoje à aldeia de Manhouce, S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, para a segunda edição, sob o tema “Resistir”, combinando literatura, música e gastronomia.

Organizado pela  Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro, Arada e Gralheira (Adrimag), com a Junta de Freguesia de Manhouce e o município de São Pedro do Sul, o festival assume-se como ato de resistência cultural e comunitária, no interior do país, e este ano presta atenção particular à mulher e à sua capacidade de marcar a resiliência das comunidades, segundo a programação divulgada.

O primeiro dia conta com a conversa “Mulheres e Resistência”, entre a médica, professora e resistente anti-fascista Isabel do Carmo e a investigadora Rita Rato, antiga deputada do PCP e atual diretora do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa.

“Literatura, Resistência e Feminismo” é outra das conversas de hoje, num encontro entre a investigadora Lorena Travassos, a tradutora Joana Neves e as escritoras Gisela Casimiro e Madalena Sá Fernandes.

No primeiro de dois dias de festival, também será exibido o documentário “Mulheres e Resistência”, com montagem de Sofia T. C. Gomes, e apresentada uma leitura encenada da peça “O Homem da Bicicleta”, sobre a resistência à ditadura, escrita pelo dramaturgo e advogado Jaime Gralheiro (1930-2014), originário de S. Pedro do Sul.

Domingo, segundo e último dia do festival, fica marcado pela conversa “(r)Existir é Vencer”, entre o editor João Concha, o escritor Nuno Gomes, o poeta, tradutor e investigador Ricardo Marques e o professor Francisco de Almeida Dias.

Haverá ainda a entrevista da jornalista Teresa Dias Mendes ao fotógrafo Homem Cardoso, “O Homem da Máquina de Fotografar”.

O programa prevê ainda, entre outras iniciativas, uma homenagem ao livreiro José Pinho (1953-2023), que apoiou a criação do festival, a “Caminhada Poética Passos em Volta…”, junto ao Rio Teixeira, a oficina de folclore e canto com o Rancho Folclórico de Manhouce, um ‘duelo poético’ entre Nicolau Santos e Fernando Alvim, e atividades para crianças, em parceria com a Biblioteca Municipal de São Pedro do Sul, que envolvem contadores de histórias e oficinas de ilustração.

O festival encerra com um concerto “intimista e de resistência” de Gisela João, na noite de domingo.

Segundo a professora Marisa Araújo, dinamizadora do festival, “fazer acontecer esta aventura rural é, por si só, um ato de resistência, ou de loucura ou os dois”.

Para a coordenadora do projeto Contrato Local de Desenvolvimento Social de São Pedro do Sul, coordenado pela Adrimag, “importa o contexto” em que ‘A Gente (Não) Lê’ surge: “Um festival literário numa aldeia, no alto de uma serra inclemente, onde tudo fica longe e é difícil, é mesmo sonho ou loucura. Mas ir a Manhouce e ficar como se nada fosse, é coisa que não é possível. Por isso, faz sentido sonhar e fazer acontecer um festival literário numa aldeia onde tudo canta. Segundo Isabel Silvestre [a voz do Grupo de Cantares de Manhouce], até as pedras cantam em Manhouce”.

Marisa Araújo sublinha ainda os gestos de montagem do festival, pelos habitantes da aldeia: os bordados das mulheres nas colchas que irão enfeitar varandas e janelas, os ensaios de canto, a preparação dos trilhos junto ao rio, e da comida nas panelas de ferro, o pão cozido no forno comunitário. “Cada um destes gestos ancestrais”, conclui a dinamizadora cultural, “são, também eles, actos de resistência”.

O festival ‘A Gente (Não) Lê’, de entrada gratuita, tem ‘sede’ na Escola Primária de Manhouce, que também acolhe a iniciativa de troca de livros “Livro Conduto” – os que sobrarem serão doados à biblioteca local.

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