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Ardemente estreia “Havemos de Arder Juntos”, uma homenagem ao poeta Luís Miguel Nava

O poeta “esquecido” de Viseu recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores com a obra “Películas”, editada em 1979

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 Ardemente estreia “Havemos de Arder Juntos”, uma homenagem ao poeta Luís Miguel Nava

A companhia Ardemente apresenta, nos dias 8 e 9 de novembro, o espetáculo “Havemos de Arder Juntos“, uma criação construída a partir da obra de Luís Miguel Nava, um dos nomes mais marcantes da poesia viseense e portuguesa do século XX. A apresentação decorre no Círculo de Criação Contemporânea de Viseu (CCCV) – Pólo II, com sessões às 21h00 (dia 8) e às 17h00 (dia 9).

Assente em textos de vários livros do autor, entre eles “O Céu sob as Entranhas”, “Vulcão e Onde à Nudez”, o espetáculo combina teatro, poesia e vídeo para revisitar o universo emocional, sensorial e introspectivo de Luís Miguel Nava. A criação, assinada por Roberto Terra, Gabriel Gomes e Emanuel Santoz, propõe-se a recuperar e revalorizar o legado do poeta, no ano em que se assinalam 30 anos da sua morte.

“Pretendemos recuperar o poeta, proporcionando-lhe o destaque que merece e reinterpretar o seu olhar e a sua escrita trinta anos depois. É um espetáculo sobre solidão, memórias e encontros”, afirma Roberto Terra. Já Gabriel Gomes sublinha a ligação biográfica que une os criadores ao poeta: “Somos três artistas de Viseu, que saíram da cidade mas que sempre regressaram. Temos isso em comum com Nava, partilhamos os seus retornos, as suas vivências”.

Para Emanuel Santoz, o projeto tem também um caráter interventivo. “Três décadas após a sua morte, Nava continua a ser um nome marginal na cultura portuguesa. Trazer a sua escrita para palco é um ato de homenagem, mas também um gesto de resistência artística e política.”

Nascido em Viseu, em 29 de setembro de 1957, Luis Miguel Nave estudou Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, após a conclusão do curso, fez um mestrado e trabalhou como assistente nessa faculdade entre 1981 e 1983, ano em que partiu para Oxford, onde exerceu as funções de leitor de português.

Foi nessa década que foi considerado uma das revelações mais importantes na poesia portuguesa, embora o seu primeiro livro, “O Perdão da Puberdade”, tenha sido publicado em 1974.

Quatro anos depois, recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores com a obra “Películas”, editada em 1979.

Depois de três anos como leitor de português em Oxford, Luis Miguel Nava concorreu a um lugar de tradutor da então CEE (Comunidade Económica Europeia), ganhou o concurso e instalou-se em Bruxelas, em 1986.

Influenciado pelo imaginário e pela mitologia biográfica de escritores homossexuais como Arthur Rimbaud, André Gide, William Burroughs, Paul Bowles, Pier Paolo Pasolini ou o português Manuel Teixeira-Gomes, também Luis Miguel Nava, como muitos deles, elegeu Marrocos e o México como locais de busca interior e de aventura erótica.

Em maio de 1995, foi encontrado morto no seu apartamento, vítima de homicídio, vindo a descobrir-se que fora assassinado por um jovem marroquino, com quem se relacionava, segundo os diários da vítima. 

Entre as suas obras contam-se os títulos “Inércia da Deserção”, “Como Alguém Disse”, “Rebentação”, “O Céu sob as Entranhas” e “Vulcão”.

Em 2002, a Dom Quixote publicou “Poesia Completa 1979-1994”, com organização e posfácio de Gastão Cruz e prefácio de Fernando Pinto do Amaral.

Mais recentemente, em 2020, a Assírio & Alvim editou toda a sua obra, incluindo os inéditos “O Livro de Samuel” e “Romance”, reunida num único volume com o título genérico “Poesia” e com edição, prefácio e notas de Ricardo Vasconcelos.

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