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Mau tempo: concelho em alerta, mas sem estragos graves

Viseu mantém monitorização permanente dos fenómenos meteorológicos extremos, mas concelho tem escapado às situações mais graves

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 Mau tempo: concelho em alerta, mas sem estragos graves

O concelho de Viseu tem estado “em permanente vigilância” face aos fenómenos meteorológicos adversos que têm afetado várias regiões do país, garantiu o comandante da Proteção Civil Municipal, Rui Nogueira, que destaca o trabalho articulado entre todos os agentes de proteção civil, serviços municipais e presidentes de junta.

Apesar da forte instabilidade meteorológica registada nos últimos dias, Rui Nogueira sublinha que “Viseu passou ao lado dos fenómenos mais extremos”. “É incontornável que vivemos episódios excecionais, com chuva intensa, vento forte e rajadas pontuais, mas felizmente sem o impacto devastador que se verificou noutras zonas do país”, afirmou.

Desde que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil elevou o estado de prontidão para o nível máximo (27 de janeiro), o concelho de Viseu registou 68 ocorrências, entre as quais quedas parciais ou totais de árvores e elementos de construção, movimentos de massa, inundações e limpezas de vias devido à queda de detritos.

Os dias com maior atividade foram 27, 28, 29 e 30 de janeiro, sendo que este último concentrou 17 ocorrências, o número mais elevado da semana. No total, foram mobilizados 166 operacionais e 91 viaturas.

Coordenação estreita com juntas de freguesia e reforço dos avisos à população

O comandante destaca que a resposta municipal tem sido feita “em total articulação” com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com os diversos serviços do município e com os 25 presidentes de junta, que “têm desempenhado um papel essencial na partilha de informação às populações”.

O Município tem reforçado as operações de limpeza, os alertas à população e a monitorização das áreas de risco, com medidas preventivas como o fecho temporário de parques e zonas inundáveis.

Rui Nogueira reforça, ainda assim, que existe risco acrescido devido à saturação dos solos e fragilidade de algumas estruturas naturais. “As árvores estão mais fragilizadas, os taludes estão mais instáveis e, portanto, mesmo fenómenos de menor intensidade podem gerar quedas de árvores, deslizamentos de terras ou abatimentos”, explicou.

Uma das frentes de vigilância tem sido o rio Pavia, cuja monitorização é contínua. O comandante esclarece que não há motivo para alarme. “O rio está apenas a ocupar o que é seu. As pessoas é que começaram a utilizar o leito porque há muitos anos que não se assistia a tanta chuva”, salientou.

Recorda que algumas das áreas hoje inundadas são leitos naturais de cheia, que ao longo do tempo foram sendo ocupados para usos agrícolas ou até de lazer. “Temos de respeitar aquilo que a natureza faz. Quando chove com esta intensidade, os rios ocupam as suas zonas naturais de expansão”, sublinhou.

A limpeza das margens, verificação de pequenos diques e demais operações de manutenção têm sido realizadas ao longo do ano e reforçadas nesta época, explicou.

 Mau tempo: concelho em alerta, mas sem estragos graves

“Nenhum recurso é suficiente se as pessoas não adotarem comportamentos seguros”

Com a região em alertas por causa da neve e chuva intensa que se verifica até final da semana, Rui Nogueira deixa um aviso: “Por mais recursos que um município ou uma autoridade tenha, nunca serão suficientes se as pessoas não adotarem comportamentos preventivos”.

O comandante apela a que todos sigam as recomendações das autoridades, evitem zonas inundáveis, mantenham distância de árvores fragilizadas e ajustem a sua circulação às condições climatéricas.

“Estamos num inverno rigoroso. Mesmo sem fenómenos extremos, há cuidados que temos de manter sempre”, concluiu, reforçando que a Proteção Civil Municipal continuará em monitorização permanente do concelho.

O comandante deixou ainda uma palavra de solidariedade para com as zonas afetadas, anunciando que hoje mesmo parte uma equipa dos Bombeiros Sapadores que se vai juntar às que já estão no terreno, entre elas as dos Bombeiros Voluntários de Viseu. 

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