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O Município de Viseu apresentou parte do programa “Atelier Viseu”, uma nova iniciativa destinada a colmatar a carência de espaços para a criação artística no concelho. A medida inclui dois instrumentos principais: um concurso para atribuição de espaços municipais e o novo FICCA – Fundo de Incentivo a Casas de Cultura e Arte.
A autarquia reconhece que a falta de locais adequados para associações, coletividades e artistas desenvolverem a sua atividade tem limitado a dinâmica cultural do território. “É clara a insuficiência de espaços adequados para que as associações, as coletividades e os artistas do concelho possam exercer a sua atividade criativa. Queremos criar soluções equilibradas, com oportunidades para todos, através de concursos ou candidaturas, que respondam às necessidades da comunidade artística”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, João Azevedo.
No âmbito do concurso de atribuição de espaços municipais, serão disponibilizadas quatro salas no antigo Orfeão de Viseu, na Rua Direita, e quatro no Círculo de Criação Contemporânea de Viseu (CCCV) – Polo II, na Travessa de São Lázaro. Estes espaços passarão a acolher projetos responsáveis por promover e gerir a programação dos próprios locais, num modelo de responsabilidade partilhada entre o Município e os agentes culturais.
As associações que estão no Polo 1 do Círculo de Criação Contemporânea vão sair, não tendo ainda sido adiantada uma data, uma vez que o espaço vais ser ocupado pela Autoridade para a Prevenção da Violência no Desporto.
O que foi explicado é que o antigo Orfeão será orientado para entidades com trabalho artístico, cultural, formativo ou socioeducativo, enquanto o CCCV – Polo II funcionará como incubadora para artistas emergentes e laboratório de experimentação. Os contratos de comodato terão a duração de cinco anos.
Como complemento, a autarquia criou o FICCA, um programa de apoio ao arrendamento de espaços independentes destinados à atividade artística e cultural, com uma dotação inicial de 25 mil euros. O apoio — atribuído por concurso — cobrirá 60% da renda mensal, até ao limite de 750 euros, por um ano, renovável até quatro anos consecutivos. O objetivo passa por apoiar a autonomia dos agentes culturais, atrair novos projetos e revitalizar o Centro Histórico.
Guilherme Gomes, assessor para a área da Cultura, sublinhou que este é apenas o início do caminho. “O ‘Atelier Viseu’ não se encerra nestas duas soluções. Continuam a faltar-nos espaços de utilização temporária e mais espaços de utilização prolongada, mas estas soluções já nos permitem responder a mais entidades”, afirmou.