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O Município de Sátão vai assinalar o Dia Europeu da Cultura Megalítica com a iniciativa “A Orca de Forles ao Luar”, marcada para 24 de abril, entre as 20h00 e as 22h00.
A atividade arranca no Centro Interpretativo de Forles, instalado na antiga escola primária da localidade, onde os participantes poderão conhecer melhor a história local e o projeto de recuperação e valorização do monumento. O espaço convida ainda à descoberta e valorização de vestígios milenares que marcam a identidade cultural do concelho.
Segue-se um percurso pedonal de cerca de 1,6 quilómetros até à Orca de Forles, onde terá lugar o momento imersivo “Sinais na Escuridão: Arte Megalítica em Forles”. A visita será acompanhada pelos arqueólogos Hugo Baptista e Pedro Sobral, que irão contextualizar historicamente o monumento.
Integrada na Rota de Megalitismo da região de Viseu Dão Lafões, a Orca de Forles destaca-se como um dos mais relevantes testemunhos pré-históricos do território. Recentemente restaurado, o monumento apresenta uma narrativa singular e continua a guardar enigmas que permanecem por desvendar.
Este dólmen foi escavado pela primeira vez em 1896 por José Leite de Vasconcelos, no âmbito de um dos primeiros inventários do megalitismo da Beira Alta. Na época, a descoberta despertou a curiosidade das populações locais, dando origem a várias lendas sobre alegados tesouros encontrados no local, como púcaros de prata e garfos de ouro.
Estima-se que a Orca de Forles tenha sido utilizada desde o início do 4.º milénio a.C., ou seja, há cerca de seis mil anos, à semelhança de outros monumentos megalíticos da Beira Alta.