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A Companhia Nacional de Bailado (CNB) vai apresentar o programa “Only Duos”, com peças que integram o repertório e estreias absolutas, num ciclo dedicado à dança a dois com circulação por seis cidades de maio a junho. Viseu é uma das cidades.
“Only Duos” é um programa da CNB concebido exclusivamente para circulação nacional, centrado na “força e intimidade do encontro entre duas presenças em palco” e reunirá criações de diferentes coreógrafos que atravessam linguagens do clássico ao contemporâneo entre 22 de maio e 13 de junho, segundo o ‘site’ da companhia.
O programa integra três obras que passam a fazer parte do repertório da CNB: “O Espetro da Rosa”, do coreógrafo Michel Fokine, o dueto do bailado “Le Parc”, de Angelin Preljocaj, e “Swan Lake Dream”, de Filipe Portugal, a par de três criações em estreia absoluta assinadas por Miguel Ramalho, Wubkje Kuindersma e Joseph Toonga.
Os espetáculos começam a 22 de maio na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, seguindo depois para o Teatro Viriato, em Viseu, a 29 de maio, o Teatro Aveirense, em Aveiro, a 03 de junho, o Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, a 06 de junho, o Teatro Garcia de Resende, em Évora, a 09 de junho, e terminam no Centro Cultural de Lagos, a 13 de junho.
Criado em 1911 para os Ballets Russes, “O Espetro da Rosa”, com coreografia de Michel Fokine, é considerado um marco na transição entre o bailado clássico e as correntes modernistas do início do século XX.
A obra, com música de Carl Maria von Weber orquestrada por Hector Berlioz e figurinos originais de Léon Bakst, estreou-se em Monte Carlo sob direção de Sergei Diaghilev, empresário e crítico de arte que fundou os Ballets Russes em 1909, em Paris, primeira grande companhia de bailado independente do mundo, que rompeu com as tradições rígidas da dança clássica.
Já “Le Parc”, criado por Angelin Preljocaj para o Ballet da Ópera de Paris em 1994, “funde o vocabulário clássico com uma abordagem contemporânea, explorando as várias etapas do amor”, apresentando o ‘pas de deux’ final, um dos momentos mais emblemáticos da obra, segundo a CNB.
A estas peças junta-se “Swan Lake Dream”, de Filipe Portugal, bem como três novas criações que visam, segundo a companhia, reforçar a aposta da CNB na “renovação do repertório e no diálogo com coreógrafos contemporâneos”.
O ciclo “Only Duos”, que propõe uma leitura transversal da dança, através de peças autónomas nesse estilo, foi criado para reunir peças “marcadas pela emoção, tensão e cumplicidade entre intérpretes, num diálogo físico que evidencia a expressividade e a intensidade da dança a dois”, sublinha a companhia.