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O distrito de Viseu registou uma evolução negativa da dinâmica empresarial no primeiro trimestre de 2026, com uma redução de 16% nas constituições de empresas e um aumento de 69% nas insolvências face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados da consultora Iberinforma.
Os dados revelam uma maior pressão de saída do mercado e um ritmo mais lento na criação de novas empresas, num contexto económico ainda marcado pela fragilidade estrutural do tecido empresarial da região.
Apesar deste cenário, o volume de negócios agregado aumentou de 10.195 milhões de euros em 2023 para 10.464 milhões em 2024. A taxa de exportação manteve-se estável nos 31,2%, demonstrando consistência da presença internacional das empresas do distrito.
O perfil empresarial do distrito continua fortemente assente em microempresas, que representam 86% do total. As pequenas empresas correspondem a 13%, enquanto médias e grandes empresas têm uma expressão residual, próxima de 1%.
A distribuição geográfica mostra uma clara concentração empresarial no concelho de Viseu, responsável por 32% das empresas do distrito. Seguem-se Tondela com 7%, Lamego com 6%, Cinfães com 5% e Mangualde com 4%.
Em termos financeiros, o prazo médio de pagamento melhorou ligeiramente, passando de 69 dias em 2023 para 68 dias em 2024. Já o prazo médio de recebimento aumentou de 62 para 63 dias, reduzindo o desfasamento financeiro, embora mantendo pressão sobre a liquidez das empresas.
No que diz respeito ao risco empresarial, 38% das empresas estão classificadas em risco baixo e 40% em risco médio. As empresas em risco elevado representam 21%, enquanto o risco máximo corresponde apenas a 1%.
A análise da antiguidade das empresas mostra um tecido relativamente equilibrado: 31% têm até cinco anos, 20% situam-se entre os 16 e os 25 anos e 17% possuem mais de 25 anos de atividade.
Os serviços continuam a assumir-se como o principal motor económico do distrito, concentrando 40% da atividade empresarial. A indústria representa 13%, a agricultura 7%, os transportes 4% e a construção 2%, enquanto outras atividades somam 26%.