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Viseu vai voltar a ter uma feira do livro e um festival literário em outubro

A feira do livro, que não se realizava desde 2014, regressará no dia 02 de outubro e a primeira edição do Festival Literário Internacional de Viseu (FLIV) arrancará cinco dias depois, sob o mote “Antes que seja tarde”

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 Viseu vai voltar a ter uma feira do livro e um festival literário em outubro

Viseu vai voltar a ter uma feira do livro e um festival literário, em outubro, no âmbito de um “percurso consistente de investimento na cultura” do atual executivo, anunciou hoje o presidente da Câmara, João Azevedo.

A feira do livro, que não se realizava desde 2014, regressará no dia 02 de outubro e a primeira edição do Festival Literário Internacional de Viseu (FLIV) arrancará cinco dias depois, sob o mote “Antes que seja tarde”. As duas iniciativas encerrarão no dia 11 do mesmo mês.

João Azevedo disse aos jornalistas que, num tempo “marcado por profundas transformações políticas, sociais, ambientais e tecnológicas, o festival quer promover espaços de reflexão crítica, diálogo cultural e pensamento interdisciplinar”.

“A literatura desempenha, neste contexto, um papel central. Viseu afirma-se como um espaço privilegiado para o encontro entre literatura, pensamento e cidadania”, frisou, acrescentando que “a cidade reúne condições particularmente favoráveis para acolher um evento literário de dimensão nacional e de projeção internacional”.

O autarca socialista falava aos jornalistas no final da reunião do executivo camarário, na qual foi aprovada a equipa de curadoria do festival, que integrará Paulo Alexandre Sousa Santos, que tem “uma larga experiência na programação de festivais literários”, a professora universitária Luísa Antunes Paolinelli e a editora Teresa Adão.

Durante seis anos, Viseu teve um festival literário intitulado Tinto no Branco, numa altura em que era presidente o social-democrata Almeida Henriques (falecido em 2021). A primeira edição realizou-se em 2015, no âmbito do evento vínico e enoturístico Vinhos de Inverno, e a sexta e última em 2020, em formato digital devido às restrições da pandemia da Covid-19.

Segundo João Azevedo, a feira do livro servirá de enquadramento ao festival, em colaboração com a Junta de Freguesia de Viseu.

“O nosso objetivo é usarmos o casco velho da cidade, desde a Sé, à Rua Direita e ao Mercado 2 de Maio, de forma a projetar todo aquele espaço magnífico e histórico neste projeto coletivo”, explicou.

A programação ainda está a ser desenhada, mas já está confirmada a participação de autores de Portugal, Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Itália e Espanha, e estão previstas “mais de 100 sessões de iniciativas como debates, apresentação e lançamento de livros, oficinas, teatro, concertos, performances de ruas, sessões de poesia e exposições”.

João Azevedo frisou que um dos objetivos é valorizar os autores, escritores e pensadores do concelho de Viseu.

O regresso da feira do livro está a gerar muitas expectativas: “Queremos que contribua para a vinda de pessoas, para a promoção da leitura, para a promoção da reflexão e a relação direta com o ecossistema escolar, com as bibliotecas, com toda a estrutura literária”.

Quer a feira do livro, quer o festival literário, passarão a ser “um marco muito importante” da agenda anual da autarquia, garantiu.

o autarca disse ainda aos jornalistas que “os Estanhos Artísticos de Bodiosa conquistaram a proteção europeia no passado dia 01 de junho, através do registo como Indicação Geográfica Protegida”, após um pedido submetido pela Câmara no dia 15 de dezembro de 2025.

“Estamos a valorizar um produto de excelência do nosso território. Todas estas classificações são importantíssimas para o valor, a importância e o futuro do produto”, considerou.

Hoje foi também anunciado o estudo urbanístico para a reestruturação rodoviária da zona do Colégio da Via Sacra, onde se registam muitos condicionamentos de trânsito.

“Estamos a preparar o projeto para que daqui a 12 meses esteja a obra feita”, afirmou João Azevedo, garantindo que ficará resolvido o problema do acesso ao colégio e ao hospital, “uma ferida rodoviária que tem de ser resolvida”.

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