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A Direção da Organização Regional de Viseu (DORV) do PCP manifestou solidariedade para com as populações afetadas pelos incêndios dos últimos dias e exige apoios rápidos para Vouzela, Oliveira de Frades e Tondela.
O incêndio, com origem em Tourelhe, na freguesia de Cambra, concelho de Vouzela, alastrou aos concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda, mobilizando mais de um milhar de operacionais e consumindo milhares de hectares de floresta e mato. O balanço inclui vários feridos, entre bombeiros e civis, bem como elevados prejuízos materiais.
O fogo provocou a destruição total de uma fábrica de componentes de madeira e produtora de biomassa, localizada em Campia, que empregava 14 trabalhadores, além de danos em aviários, explorações agropecuárias, anexos agrícolas, habitações, infraestruturas e animais.
Face à dimensão dos prejuízos, o PCP considera essencial que o Governo, em articulação com as autarquias, avance de imediato com um levantamento rigoroso dos danos sofridos pelas populações, agricultores, pequenos produtores, empresas e instituições locais, assegurando “respostas rápidas, justas e sem entraves burocráticos”.
O partido defende ainda que os trabalhadores não sejam penalizados pelas consequências da calamidade, apelando à salvaguarda dos postos de trabalho, à garantia dos salários e ao apoio às empresas afetadas para que possam retomar a atividade.
No comunicado, o PCP alerta para a necessidade de evitar a repetição dos problemas registados após os incêndios de 2017, “como atrasos na atribuição de apoios, processos burocráticos prolongados e insuficiente acompanhamento das populações”, defendendo uma intervenção pública que assegure compensações céleres e apoio à reconstrução de habitações, explorações agrícolas, equipamentos produtivos e infraestruturas.
A DORV considera igualmente indispensável reforçar os meios de prevenção e combate aos incêndios, valorizar bombeiros e sapadores, dotar os serviços públicos dos recursos necessários, promover o ordenamento florestal e apoiar a agricultura familiar, apontando estas medidas como fundamentais para reduzir a vulnerabilidade do território aos incêndios.