Narrow gravel path between tall clipped hedges with stone steps on the left and a curved wooden bench nearby.
Man in a striped shirt at a press conference, speaking into a microphone on a glass table with a yellow‑red flag and crest in the background.
Group of people on a stage at an event; a red flag with a white wheelchair accessibility symbol dominates the foreground, with a blue banner and audience in the background.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Centro Histórico com quatro dias de música e “mo…vida” criada pelas associações de Viseu

Bombazine, Lena d'Água, Cuca Roseta e José Cid são os cabeças de cartaz de um novo evento que pretende dinamizar o comércio, apoiar associações e afirmar-se como uma nova tradição da cidade

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Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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Man in a striped shirt at a press conference, speaking into a microphone on a glass table with a yellow‑red flag and crest in the background. Centro Histórico com quatro dias de música e “mo…vida” criada pelas associações de Viseu

O Centro Histórico de Viseu será palco de quatro dias de animação numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Viseu que pretende criar uma nova tradição para a cidade. Acontece entre os dias 10 e 13 de julho.

O evento, designado “O Centro Vai Ser Histórico”, contará com concertos de Bombazine, Lena d’Água, Cuca Rosetae José Cid, além de animação de rua, fado, literatura, DJ, decoração típica com bandeirinhas e dezenas de associações locais responsáveis pelas tradicionais barraquinhas de comes e bebes.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Viseu, Nuno Bico, esta iniciativa representa uma renovação do conceito das antigas festas populares.

“É uma remodelação da antiga Festa de Santo António. Queremos manter o espírito dos Santos Populares, mas numa data que não concorra com outras grandes festas da região e do país nem com eventos importantes da cidade, como o JAL ou a Feira de São Mateus”, explicou.

O objetivo passa por transformar este fim de semana num momento de celebração para Viseu e atrair visitantes ao centro histórico, promovendo simultaneamente o comércio local e a restauração.

“Queremos que as pessoas venham à Sé, à Rua Direita e ao centro histórico também ao domingo e à segunda-feira, e não apenas às sextas e sábados à noite”, afirmou.

A programação foi pensada para chegar a diferentes públicos. Bombazine abre o palco principal, seguindo-se Lena d’Água, dirigida sobretudo ao público dos anos 80, Cuca Roseta, com um espetáculo pensado para reunir famílias, e José Cid, considerado pelo autarca como “o mais transversal” dos artistas convidados.

Além dos concertos, haverá animação permanente nas ruas, fado durante a hora de jantar na Praça D. Duarte, um espaço literário junto ao Mercado 2 de Maio, DJs no Largo do Pintor Gata e atividades infantis com o Zé Mágico nos dias de domingo e segunda-feira.

Um dos pilares da iniciativa é o envolvimento do movimento associativo. Em vários pontos do centro histórico estarão instaladas barraquinhas exploradas por associações locais, que ficarão com a receita obtida através da venda de comida e bebida.

“Queremos que as associações possam ganhar independência financeira, realizando obras, investindo nas suas atividades ou apoiando crianças e jovens, sem dependerem exclusivamente dos apoios públicos”, destacou Nuno Bico.

Entre as entidades participantes encontram-se associações de pais, culturais, sociais, desportivas, distribuídas pela Rua Direita, traseiras da Sé e Praça D. Duarte.

A animação do centro histórico pretende igualmente contribuir para a revitalização económica da zona.

“Ao trazer esta festa para o centro estamos também a dar um impulso ao comércio, à hotelaria e à restauração. Esperamos que seja um investimento com retorno para toda a cidade”, sublinhou o presidente da Junta.

Nuno Bico admite que esta é uma edição piloto, mas acredita que a iniciativa tem potencial para crescer nos próximos anos e afirmar-se como uma marca de Viseu, “quem sabe até durante uma semana”.

“Esperamos que esta festa se torne um destino, que traga cada vez mais visitantes, dinamize a economia local e devolva ao centro histórico a vitalidade que merece. Tudo isto é um investimento e não é um custo. Isto é um retorno de importância, um retorno de valor às pessoas que lutam diariamente para se manterem ativas no centro histórico desta cidade que foi tão esquecido e que já viu melhores dias. Investimos na esperança de que esses melhores dias possam regressar”, concluiu Nuno Bico.

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