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Detailed medieval tapestry of a crowded procession with knights on horseback, soldiers, and townsfolk in bright, patterned clothing.
Group of people seated around a U-shaped conference table in a bright room, discussing with water bottles and documents on the table.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Lapa do Lobo em Nelas transforma-se em Aldeia Cultural durante três dias

 Inscrição da Dança da Morgadinha (Viseu) no inventário nacional em consulta pública. Cavalhadas de Teivas este domingo na rua
10.07.26
fotografia: Jornal do Centro
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 Inscrição da Dança da Morgadinha (Viseu) no inventário nacional em consulta pública. Cavalhadas de Teivas este domingo na rua
10.07.26
Fotografia: Jornal do Centro
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 Lapa do Lobo em Nelas transforma-se em Aldeia Cultural durante três dias

A Lapa do Lobo, no concelho de Nelas, acolhe a quarta edição da Aldeia Cultural no último fim de semana de julho com exposições, oficinas, instalações, teatro, cinema, desporto e música, com Luísa Sobral a fechar o evento.

“Lapa do Lobo transforma-se e já toda a gente aqui nos pergunta se é ano de Aldeia Cultural”, disse hoje o responsável da programação, Rui Fonte.

A Aldeia Cultural é uma iniciativa da Fundação Lapa do Lobo e é um evento bienal que este ano cumpre a quarta edição e, pela primeira vez, recebe apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes), no valor de 15 mil euros.

Entre 24 e 26 de julho, a aldeia acolhe diversas oficinas, instalações, exposições, cinema, dança, teatro, animação de rua, conversas e passeios.

À exceção dos passeios, que têm inscrição paga, todo o acesso à Aldeia Cultural na Lapa do Lobo, concelho de Nelas, distrito de Viseu, “é de acesso gratuito e com toda a informação, tempo de espetáculo e localização” disponível em www.aldeiacultural.pt.

O concerto de abertura, às 18:00 do dia 24 é da responsabilidade do Ensemble de percussão da AMAD (Associação de Música e Artes do Dão), de Santa Comba Dão, e o encerramento, pelas 19:00 de dia 26, conta com Luísa Sobral.

Na apresentação aos jornalistas da programação “multidisciplinar e multicultural” do evento, Rui Fonte destacou as residências artísticas, dando como exemplo a de Zé Pedro Ramos, da 5.ª Oficina, com “O Lobito”.

“O Zé Pedro andou na sede dos municípios – Nelas, Carregal do Sal, Tondela e Santa Comba Dão [concelhos vizinhos também no distrito de Viseu] – em eventos ou instituições como bibliotecas, na pele de um Lobito, um escuteiro, quase reformado à procura desta aldeia cultural”, descreveu Rui Fonte.

Uma outra residência é de Tito Mouraz, que também protagoniza uma oficina, exibe uma exposição fotográfica de “Rostos de Aldeia” num dos espaços que acolhe do centro da Lapa do Lobo e que resulta dessa residência artística.

“Contrariamente ao que se possa pensar quando se fala em imagens de aldeia, – pedras, rugas, tratores e trabalho – são rostos de crianças e jovens, uma vez que acolhemos nas nossas atividades cerca de 200 crianças por semana e elas também são rostos da aldeia, com uma imagem mais esperançosa” da Lapa do Lobo.

A atriz Joana Gomes Martins é protagonista de uma outra residência artística, intitulada “Madrinhas de Guerra”, num trabalho que “partiu de cartas trocadas entre madrinhas de guerra da Lapa do Lobo e os soldados da guerra colonial, numa história pouco romântica” dessa época que culmina com uma performance no domingo.

A Amarelo Silvestre tem a decorrer, igualmente, a residência artística “Leituras com coro”, em que a coletividade de teatro promove a leitura de textos de teatro junto de diferentes comunidades do concelho de Nelas e termina na Aldeia Cultural com “uma conversa, discussão, à volta do texto escolhido”.

Durante os três dias é possível assistir a espetáculos da Mochos no Telhado, da Contracanto, do Grupo de Cavaquinhos Passilgueirense, Estação das Letras ou Companhia Coração nas Mãos, ou ainda ao concerto de César Prata, que apresenta “Rezas e Benzeduras” na Capela de Santa Catarina, que “abre pela primeira vez para acolher” uma iniciativa.

António Jorge Gonçalves, vencedor do prémio Nacional de Banda Desenhada, tem encontro marcado com o “Desenhar do Escuro”, “ele que desenha a luz e não as sombras, ao utilizar o branco em papel preto”.

Tiago Pereira é o realizador do documentário “O povo que conta”, que será exibido no sábado e domingo, e as “Canções para poetas” chegam pela declamação de André Gago e o piano de Victor Zamora.

Durante os três dias é ainda possível visitar “O Sótão da avó”, uma feira de antiguidades e velharias e “deliciarem-se com a bola tradicional da aldeia, que regressa ao forno comunitário”.

Este ano, a área da restauração foi alargada para “poder acolher mais visitantes e com uma oferta mais diversificada”.

Na aldeia marcam também presença utensílios e artefactos que fazem parte da sua história, como as carroças dos burros, “devidamente enfeitados pelos habitantes, que foram desafiados a isso mesmo”.

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 Inscrição da Dança da Morgadinha (Viseu) no inventário nacional em consulta pública. Cavalhadas de Teivas este domingo na rua

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