Silhouettes of performers and figures on a stage, with a large figure leaping overhead against a light screen and smaller characters on platforms below.
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Group of eight professionals in business attire standing on the entrance stairs of a building labeled Training Center, posing for a team photo.
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Five people in a formal ceremony pose on a stage; two men in suits hold framed certificates while the other three stand nearby, smiling.
Male singer on stage performing to a packed crowd raising hands under purple lighting.
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Home » Notícias » Cultura » “Quimera” estreia-se no Teatro Viriato e questiona modelos de feminilidade

“Quimera” estreia-se no Teatro Viriato e questiona modelos de feminilidade

A primeira apresentação, destinada a escolas, realiza-se na sexta-feira, dia 30,  seguindo-se uma sessão para famílias no sábado, dia 31, às 16h00.

27.10.26
fotografia: Jornal do Centro
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27.10.26
Fotografia: Jornal do Centro
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Silhouettes of performers and figures on a stage, with a large figure leaping overhead against a light screen and smaller characters on platforms below.

O espetáculo visual “Quimera”, da artista Caroline Bergeron, da companhia Caótica, estreia-se  no Teatro Viriato, em Viseu, propondo uma reflexão sobre os modelos de feminilidade impostos pela sociedade e a liberdade de cada pessoa se expressar como é. Acontece este fim de semana, 30 e 31 de outubro.

A criação, sem recurso à palavra, cruza corpo, sombras, objetos, luz, canto e humor para construir uma narrativa visual que desafia as expectativas sociais sobre o feminino e deixa ao público espaço para a imaginação e a interpretação.

A primeira apresentação, destinada a escolas, realiza-se na sexta-feira, dia 30,  seguindo-se uma sessão para famílias no sábado, dia 31, às 16h00.

“Quimera” nasceu da inquietação de Caroline Bergeron em torno da forma como a feminilidade é construída e representada na sociedade, explicou a criadora, que identifica a persistência de imagens, expectativas e regras que condicionam a forma como as mulheres devem parecer, comportar-se ou movimentar-se.

A artista questiona até que ponto aquilo que é entendido como uma escolha pessoal corresponde, efetivamente, a uma decisão livre, num contexto em que muitas mulheres e raparigas sentem dificuldade em corresponder aos modelos que lhes são impostos.

Em vez de apresentar respostas ou propor um novo padrão, o espetáculo procura abrir espaço à descoberta de uma feminilidade singular, feita de desejos, contradições, experiências e escolhas individuais.

Caroline Bergeron espera que a criação leve os espectadores a questionar as suas próprias crenças sobre o feminino e contribua para uma maior aceitação pessoal, desejando que quem assiste e sente dificuldade em aceitar-se tal como é possa sair da sala a gostar “um bocadinho mais de si própria”.

A criação resulta de um processo de pesquisa desenvolvido por Caroline Bergeron e Sara Franqueira, que passou por residências artísticas no Teatro Viriato e explorou materiais e dispositivos simples, como panos, lanternas e um retroprojetor de acetatos.

A experimentação com a luz e as sombras evoluiu com a integração do corpo em movimento e do humor de Marta Cerqueira, dando origem a uma linguagem cénica que joga com o visível e o oculto.

Para a encenadora, a ambiguidade das sombras permite despertar a curiosidade sem impor uma interpretação, convidando cada espectador a preencher aquilo que não vê com a sua sensibilidade e experiência.

A criação reivindica, assim, o direito à diferença, ao prazer e à descoberta, numa experiência que Caroline Bergeron gostaria que fosse recordada como “agradavelmente subversiva”.

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