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Senado dos EUA homenageia Aristides de Sousa Mendes

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
30.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
30.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Senado dos EUA homenageia Aristides de Sousa Mendes

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou esta sexta-feira (30 de abril) a resolução aprovada no Senado dos Estados Unidos da América em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que salvou milhares de pessoas do regime nazi e que é natural de Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República, o chefe de Estado saúda esta resolução, aprovada por unanimidade na quinta-feira (dia 29) pelo Senado norte-americano, e “recorda com profundo apreço e admiração o legado de Aristides de Sousa Mendes”.

Marcelo Rebelo de Sousa assinala “a designação de ‘justo entre as nações’ do então cônsul português em Bordéus, que salvou milhares de vidas humanas durante o difícil período do Holocausto, em detrimento da sua segurança e da sua família”.

Enquanto cônsul-geral em Bordéus, em França, Aristides de Sousa Mendes salvou milhares de judeus e outros refugiados do regime nazi, em 1940, emitindo vistos à revelia das ordens do Governo de António de Oliveira Salazar, o que lhe valeu a expulsão da carreira diplomática, e acabaria por morrer na miséria.

Há um ano, Marcelo Rebelo de Sousa participou no 5.º Fórum Mundial do Holocausto, em Jerusalém, e afirmou que a sua presença naquela cerimónia era “um imperativo moral, um imperativo ético” e que significava “a solidariedade do povo português relativamente aos seis milhões de vítimas” do genocídio nazi.

“Nós não esquecemos, isto não se pode repetir”, afirmou na altura aos jornalistas, após a cerimónia, alertando que o antissemitismo “pode estar a regressar de outras formas, com outros tipos de discriminações, e de racismo e de violência e de xenofobia nos tempos de hoje”.

Em Israel, o Presidente da República teve a oportunidade de se encontrar com sobreviventes do Holocausto.

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