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Viseu é o quinto melhor concelho do país para se viver, o 16.º para se fazer negócios e o 27.º para visitar. A conclusão é da consultora Bloom Consulting, que divulgou esta terça-feira (14 de setembro) o seu último ranking anual Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking, que já vai na sétima edição.
Segundo o estudo, Viseu entrou no top 15 nacional estando agora em 15.º lugar, significando uma subida de mais cinco posições em comparação com o ranking anterior.
O ranking nacional é liderado por Lisboa e Porto, que, segundo a Bloom Consulting, são as melhores cidades do país para viver, investir e visitar. Em terceiro lugar está Cascais. Braga ocupa o quarto lugar e Coimbra o quinto.
Mesmo assim, Viseu é marca-estrela das cidades para viver, apresentando resultados de topo e conseguindo destacar-se e alcançar posições de destaque.
Nos negócios, Viseu conseguiu subir nove posições. Já na categoria de viver, a cidade subiu mais sete lugares.
No ranking regional do Centro, Viseu está em quarto lugar atrás de Coimbra, Aveiro e Leiria. Nesta lista em concreto, a capital do distrito está em segundo lugar nas cidades para viver – tendo conseguido bater Aveiro –, quarto nos negócios e quinto para visitar. O top 5 regional mantém-se inalterado neste estudo desde 2016, quando Aveiro chegou ao segundo lugar.
A região de Viseu tem quinze municípios representados nesta lista regional, onde Mangualde está em 34.º lugar descendo uma posição, enquanto Tondela desceu quatro lugares para o 43.º e São Pedro do Sul subiu cinco posições para ocupar o 44.º lugar.
O concelho de Nelas encerra a primeira metade da tabela do Centro ficando em 50.º lugar, tendo descido quatro lugares.
Castro Daire mantém-se no 57.º lugar, Mortágua desce duas posições para o 58.º posto e Vouzela desceu um lugar para a 60.ª posição.
Já Oliveira de Frades sobe quatro lugares para o 76.º lugar. Santa Comba Dão aumentou mais três posições para o 78.º posto.
Carregal do Sal baixa dois lugares para o 79.º lugar. Aguiar da Beira (que pertence à Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões) subiu cinco lugares ocupando agora a 90.ª classificação.
Sátão está em 94.º lugar, tendo subido dois lugares. Os últimos concelhos da região de Viseu no top 100 regional do Centro são Penalva do Castelo, que sobe para o 98.º lugar, e Vila Nova de Paiva, que está em 99.º posto.
A Norte, Lamego é o concelho do distrito mais destacado no ranking regional ocupando o 31.º lugar. Resende subiu oito lugares e está agora no 51.º posto. Cinfães subiu um posto e está no 61.º lugar. Com uma subida de cinco lugares está Armamar, que ocupa o 69.º lugar.
Tarouca está em 74.º lugar (subida de três posições), Tabuaço ocupa o 78.º posto (mais três lugares), Moimenta da Beira está em 79.º (menos dez posições), São João da Pesqueira em 80.º (mais cinco), Sernancelhe em 81.º (menos dois) e, por último, Penedono em 82.º.
No top 100 nacional, além de Viseu, apenas Lamego representa o distrito ocupando o 86.º lugar.
O Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking é um ranking que mede e avalia os resultados e o impacto da marca de todos os 308 municípios portugueses nas áreas de turismo, investimento e exportações, e talento.
O estudo não tem “qualquer variável qualitativa ou de opinião”, baseando-se “exclusivamente” em dados quantitativos (estatísticas oficiais, pesquisas online, performance de páginas na Internet e redes sociais das autarquias) “que classificam o desempenho das marcas dos 308 municípios portugueses”.
“No ano de 2020 [devido à pandemia da Covid-19] optámos por não fazer lançamento da VI edição devido à volatilidade dos dados e das circunstâncias”, escreveu o diretor-geral da Bloom Consulting, Filipe Roquette, no estudo agora divulgado.
Municípios assumem prioridade na saúde, segurança, higiene e emprego após a pandemia
Este ano, a consultora fez um estudo específico sobre o impacto da Covid-19 “na atração de turismo, investimento e talento” pelos municípios, juntando à análise das diversas variáveis do Consulting Portugal City Brand Ranking inquéritos “a mais de 1.000 perfis-chave” nos 18 distritos nacionais.
“É essencial ter em consideração que o futuro não será uma cópia do passado pré-pandemia e que os seus efeitos serão sentidos não só nas indústrias, mas também na personalidade dos públicos-alvo”, lê-se no estudo.
Segundo a consultora, “para além da gestão da pandemia, os munícipes de norte a sul do país, mostram uma voz uníssona em relação às novas prioridades [que não eram tão relevantes antes do aparecimento da Covid-19] que gostariam de ver implementadas nos seus municípios” e “a primeira prende-se com o acesso a cuidados de saúde de qualidade nos seus municípios, seguindo-se a implementação de programas de segurança e higiene nas escolas e nos postos de trabalho e não massificação dos espaços públicos”.
O estudo concluiu que surgiu uma nova tendência de “êxodo urbano”, com cerca de 73% dos inquiridos a revelarem ainda a vontade de não regressar a um modo de trabalho 100% presencial, e que 75% disse que pretende viajar exclusivamente para destinos nacionais nas próximas férias.
Por outro lado, o estudo revelou que a perceção da população em relação à gestão da crise pandémica terá influência na opção de voto da maioria daqueles que pretendem participar nas eleições autárquicas de 26 de setembro.