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Vice-presidente da autarquia de Viseu critica PS por causa do programa PARES

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
20.01.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
20.01.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Vice-presidente da autarquia de Viseu critica PS por causa do programa PARES

O vice-presidente da Câmara de Viseu, João Paulo Gouveia, exigiu um pedido de desculpas dos vereadores do PS.

Em causa esteve o reduzido número de candidaturas aprovadas pelo Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) no concelho.

O programa tem como objetivo apoiar instituições sociais a construir infraestruturas ou a requalificar e dotar de melhores condições as valências existentes.

Na reunião do executivo desta quinta-feira (20 de janeiro), João Paulo Gouveia acusou os socialistas de mentirem aos habitantes do concelho e lembrou que o PARES foi “uma grande bandeira eleitoral” do PS.

“Os senhores (PS) devem, de facto, um pedido de desculpas aos viseenses porque tivemos no município cerca de 24 candidaturas apresentadas ao PARES e é preciso vir aqui dizer quantas é que foram ou vão ser apoiadas por este programa”, afirmou.

João Paulo Gouveia fala mesmo de “um ato eleitoral” que, a seu ver, não se pode tolerar.

“Não sei quantos outros atos eleitorais têm de existir para que, mais uma vez, os senhores venham mentir aos viseenses, dizendo que vão apoiar e que têm conexão com A ou B. É inadmissível esta postura e os viseenses precisam de um pedido de desculpa porque apenas quatro candidaturas e, neste caso, muitas delas ainda com aprovações deficitárias estão a ser feitas”, disse.

João Paulo Gouveia falou ainda num “episódio lamentável” e num “embuste”. Palavras que não ficaram sem resposta do vereador do PS, Miguel Pipa.

O socialista contrapôs argumentando que o PARES “já têm aprovados cerca de 13 milhões de euros para o distrito de Viseu”.

“No âmbito da mobilidade verde, já são 750 mil euros também aprovados para o distrito. Estes processos não estão fechados e há uma transição para o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), portanto as entidades que não tiveram candidaturas aprovado no PARES podem transitar para o PRR com uma dotação de cerca de 50 milhões de euros”, disse.

No início deste ano, fonte da Segurança Social revelou ao Jornal do Centro que o PARES vai apoiar, pelo menos, 20 instituições do distrito de Viseu com uma comparticipação total de cerca de 10 milhões de euros. Estas organizações estão espalhadas por 14 concelhos da região. O PARES recebeu 114 candidaturas da região.

Miguel Pipa aproveitou ainda para lamentar o chumbo da candidatura ao PRR da realização de obras no Parque Industrial de Coimbrões. Algo que preocupa o PS “porque, com a aprovação, iriamos melhorar a visibilidade e a atração para a fixação de mais empresas”.

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