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Centro de vacinação de Viseu com várias queixas de frio. Enfermeiros levam aquecedores

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
24.01.22
fotografia: Jornal do Centro
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24.01.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Centro de vacinação de Viseu com várias queixas de frio. Enfermeiros levam aquecedores

Há queixas de falta de aquecimento no centro de vacinação do Pavilhão Multiusos, em Viseu. Além do frio, uma avaria no sistema de aquecimento deixou utentes e pessoal destacado para a vacinação a “bater o dente”.

Ao que o Jornal do Centro conseguiu apurar, os enfermeiros do centro estão a levar aquecedores de casa para manter quentes as boxes onde são administradas as vacinas.

O problema é ainda maior para os idosos e também para as pessoas que têm de tirar a roupa para a toma da vacina contra a Covid-19.

Segundo as queixas, no passado fim de semana estava “um frio de cortar” no Pavilhão.

Além disso, também não ajuda o facto de as portas estarem sempre abertas por razões de segurança sanitária, mesmo que o sistema de aquecimento esteja ligado ou não.

O sindicalista Alfredo Gomes, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, disse que as queixas já eram de esperar e que a situação “não é de agora”.

“O sistema de aquecimento do centro, por ser em regime de porta aberta e pelo seu espaço, não é minimamente adequado para este tipo de atividades e, portanto, obriga a que quem lá trabalha e quem lá vai não esteja muito confortável com a temperatura ambiente do edifício, mas são situações que já eram previsíveis porque uma estrutura como o Multiusos não foi criada para estas atividades”, afirmou em declarações ao Jornal do Centro.

Alfredo Gomes referiu também que os enfermeiros levam os aquecedores porque sentem-se obrigados ter estes equipamentos “para se sentirem minimamente confortáveis”.

“Estar lá sentado num espaço onde não tem as mínimas condições de temperatura ambiente não é muito agradável e eles veem-se na obrigação de, dentro dos possíveis, levar alguma coisa que torna a situação menos desagradável”, acrescentou.

O Sindicato dos Enfermeiros entende que, caso não sejam criadas as condições mínimas para garantir o conforto dos profissionais e dos utentes, o centro de vacinação terá de mudar de local.

Alfredo Gomes reconheceu que, no verão, justificava-se a instalação no Multiusos “até porque o número de pessoas para vacinar era manifestamente grande e era perfeitamente viável fazer-se num espaço destes”.

“Agora, no inverno, com as temperaturas que a gente sabe como estão, principalmente nestes últimos dias, aquele espaço não tem as mínimas condições. Das duas uma, ou se recua o espaço e se criam as condições mínimas para quem lá está a trabalhar e quem vai levar a vacina, ou então, se não se consegue criar condições naquele espaço, não devem faltar outros espaços em Viseu que sejam mais adequados e que tornem as coisas mais confortáveis”, reforçou.

O sindicalista lembrou que os centros de vacinação são uma decisão política e que, na hora de decidir, as autarquias estabelecem como prioridade “a quantidade de pessoas que se vacinem e não a qualidade do que se faz”.

Alfredo Gomes também afirmou que os profissionais que foram alocados para os centros de vacinação “estão a fazer horas em cima de horas”.

Contactada, a direção do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões remeteu respostas para a Câmara de Viseu.

Em resposta, o município adiantou que o sistema de aquecimento teve uma avaria, mas que a situação ficou reposta no decorrer do fim de semana e verificada já esta segunda-feira (dia 24) pelos serviços.

O Pavilhão Multiusos é uma infraestrutura municipal que foi inicialmente transformada em hospital de campanha, no início da pandemia, e, mais tarde, em centro de vacinação, num acordo entre a autarquia e a administração regional de saúde.

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