Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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“Os bombeiros estão no hospital e ele vai ali, sem um único ferimento”

Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Lusitano de Vildemoinhos reforça defesa com contração de Ricardo Ferreira
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fotografia: Jornal do Centro
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16.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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 “Os bombeiros estão no hospital e ele vai ali, sem um único ferimento”
“Estamos chocados, não esperávamos que acontecesse uma coisa destas”. Esta terá sido, provavelmente, a frase que mais se ouvia esta tarde em Vale de Madeiros, em Canas de Senhorim, no concelho de Nelas. Uma quarta-feira, 16 de fevereiro, que tinha tudo para ser mais uma quarta-feira, mas não foi. “Estive largos minutos fechado em casa. Só ouvia tiros e explosões”, conta um dos populares que mora numa habitação a poucos metros do barracão onde esta tarde um incêndio, seguido de várias explosões, feriu seis pessoas, cinco das quais bombeiros – dois ficaram em estado grave – e um militar da GNR. No local foi assistido um civil. Com um perímetro de segurança de cerca de um quilómetro, foram muitos os populares que acorreram ao local. “Ele queria atingir uns e acabou por atingir quem vinha ajudar e que não tem nada a ver com isto”, desabafou visivelmente consternado um familiar de um dos bombeiros feridos. “Ele” é o homem de 62 anos, proprietário do barracão e que terá sido o responsável pelas explosões causadas por engenhos explosivos. Entretanto já foi detido e entregue à Polícia Judiciária. “Ele tinha aí uns problemas com o divórcio e iam-lhe tirar o barracão e ele deve ter preparado tudo para receber os oficiais de justiça”, contou outro popular, que disse ainda tratar-se de uma pessoa “um pouco perturbada, com “comportamentos agressivos” e que já tinha criado “desacatos”. O homem era natural de Canas de Senhorim mas viveu vários anos em Lisboa. “Ele não se dava com ninguém, muitos nem o conhecem”, disse outro habitante da aldeia, que também preferiu não se identificar. O alerta, dado às 15h00, era para um incêndio urbano, mas quando os bombeiros chegaram foram surpreendidos com várias explosões, os estilhaços acabaram por ferir com gravidades dois deles. Apesar de não ter sido confirmado oficialmente, há relatos de que terão sido atingidos por balas. Há ainda relato de várias pessoas que ficaram com alguns problemas de audição causados pelos rebentamentos. Havia também, e já várias horas depois, animais desorientados devido ao barulho intenso causado pelas explosões. Junto a um dos carros de bombeiros, estava um cão a ser acalmado por populares. “Ele está assustado, desde que começaram as explosões ele ficou muito desorientado e continua muito agitado”, contava uma das populares que se encontrava junto do animal. A operação envolveu dezenas de meios, num total de 95 operacionais, entre eles bombeiros de várias corporações do distrito, elementos da GNR e Proteção Civil, apoiados por 45 meios. Ao início da noite, alguns bombeiros e elementos das autoridades que agora estão a investigar o caso ainda se encontravam junto ao barracão comprido e de onde se viam sair algumas fagulhas. Apesar de toda a agitação, a aldeia parecia ter sido envolvida num silêncio que só era possível compreender através dos olhares apreensivos e de revolta. O homem terá “assistido” a tudo já que estaria “escondido numa espécie de búnquer que tem lá perto do barraco”. “Sabe, os bombeiros estão no hospital a lutar para ficarem bem e ele vai ali, sem um único ferimento e para ir dormir no “hotel”, desabafo um dos populares, enquanto o suspeito era transportado num carro das autoridades.
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