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De volta a Inglaterra pela terceira vez

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
26.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
26.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 De volta a Inglaterra pela terceira vez

Helena Costa está de regresso a Inglaterra. Natural de Abraveses, em Viseu, encontra-se pela terceira vez em terras de sua majestade. Voltou a emigrar depois dos 50 anos.

“Até fevereiro de 2020 era costureira na Aquinos, em Nelas. Despedi-me nessa altura por motivos de saúde e por não estar satisfeita com o que se passava na empresa.

Quando me despedi já tinha trabalho na Borgstena, em Nelas, também como costureira. Era um regresso a um lugar onde já tinha sido feliz”, conta. A pandemia, que chegou em março de 2020, acabou por lhe trocar as voltas e ficou com a vida virada do avesso.

“Vi-me desempregada e sem qualquer apoio. Em julho arranjei trabalho como cuidadora de um casal. Estive lá um ano, mas nunca me meteram na caixa, por isso saí.Consegui um part-time num supermercado, a cobrir uma baixa médica. Depois arranjei emprego numa empresa de limpeza, a cobrir umas férias. Com estes contratos consegui pedir subsídio de desemprego. Foi-me atribuído 4.04 euros por mês”, afirma, revoltada.

Com uma filha e uma neta de três anos para ajudar, e como não tinha trabalho, Helena viu-se obrigada a emigrar novamente. Voltou a pisar solo do Reino Unido a 18 de dezembro de 2021.

Encontra-se atualmente em Poole, cidade que fica perto de Bournemouth, onde tinha vivido entre os anos de 2013 e 2015. Bedford foi a primeira localidade britânica a acolhê-la de 1997-2003.

Em Poole, Helena Costa começou a trabalhar como cuidadora pessoal. Há poucos dias voltou a trabalhar como costureira numa empresa.

“Sempre tive a sorte de encontrar boas pessoas, de várias nacionalidades, a mudança foi dura a primeira vez, agora está a ser mais fácil, apesar de algumas dificuldades devido ao Brexit. Sempre consegui inserir-me bem nos locais de trabalho. Apesar de alguma dificuldade com o inglês sempre me desenrasquei e nunca fiquei perdida”, refere, salientando que nunca se sentiu sozinha, nem discriminada em Inglaterra, um país que, defende, está carregado de oportunidades para pessoas de todas as idades.

“Gosto da oportunidade que dão a toda a gente, independentemente da raça, se é deficiente ou magro, ou gordo, novo ou velho. Nesta altura gosto de tudo”, diz.

Regressar a casa não está para já nos seus planos, apesar das saudades que sente da família. As novas tecnologias ajudam a reduzir a distância.

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