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Clara Paula tem 80 anos e é uma das nove utentes do Centro Social Paroquial de Rio de Loba, em Viseu, que participou na criação do projeto Mantra da Paz, que integra os Jardins Efémeros. Desde a primeira edição que o festival se junta à comunidade, este ano não poderia ser diferente e é com Mantra da Paz, com curadoria de Ângela Saldanha, que 27 associações e instituições se juntam na criação de um manto.
Utentes de lar de idosos, centros de dia, de projetos de mediação intercultural, membros das comunidades dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa ou de refugiados ucranianos puseram mãos à obra e bordaram 2200 quadrados em linho, onde está inscrita a palavra Paz. No fim, foram todos unidos para darem lugar a um manto com dimensões de cinco por seis metros.
“Estamos orgulhosos em participar neste projeto. Enquanto fazemos isto estamos a trabalhar e estamos distraídos, não podemos só pensar nas doenças”, conta, entre sorrisos, Clara Paula. A mesma opinião tem a dona Letícia, de 81 anos, que lembra a importância de se manterem ativos e de participarem em projetos como este. Contam que cada quadrado, de linho, demorou cerca de 15 minutos a bordar e que por dia faziam 40.
Ao todo, mais de 100 pessoas, “dos 10 aos 104 anos”, trabalharam na criação deste projeto. Vanda Rodrigues é a coordenadora e explica que a integração de todas as instituições neste tipo de iniciativas é uma forma de “se sentirem valorizados, num projeto feito por pessoas num festival para as pessoas”.
Quanto ao tema, Vanda Rodrigues diz que, infelizmente, “foi preciso haver uma guerra para se perceber a importância que a palavra paz tem na nossa vida”. “É muito bom serem eles, utentes de todas as instituições a chamarem à atenção da sociedade, do poder político, para a importância que é mantermos e fazermos a manutenção da paz”, sublinhou.