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Incêndios: Viseu é um dos quatro distritos em alerta especial vermelho

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Incêndios: Viseu é um dos quatro distritos em alerta especial vermelho

O distrito de Viseu mantém-se em estado de alerta especial vermelho de incêndio até esta quinta-feira. A situação será reavaliada hoje, sendo que a Proteção Civil prevê o desagravamento do estado de alerta do dispositivo.

Hoje, o risco de incêndio no distrito continua máximo. Os concelhos de Oliveira de Frades, Tondela, Mortágua e Santa Comba Dão estão em risco muito elevado.

O alerta vermelho também abrange os distritos de Vila Real, Bragança e Braga. Na passada quarta-feira (3 de agosto), o comandante nacional da Proteção Civil, André Fernandes, lembrou que será feita essa reavaliação desse estado de alerta, o mesmo acontecendo com os distritos em estado de alerta laranja e amarelo (menos gravosos).

É natural, disse, que haja “alguma desgraduação daquilo que é o nível de alerta nos diferentes distritos”, à exceção dos distritos de Bragança e Guarda, que merecem mais atenção por serem os que mantém “mais desfavoráveis” as condições para incêndios com elevadas temperaturas, vento forte e baixa humidade.

André Fernandes lembrou as restrições no uso de maquinaria ou do fogo em municípios com risco muito elevado e máximo de incêndio, e pediu especial cuidado com o fogo de artificio, muito usado em tempo de festas.

As declarações foram feitas ao final da tarde de ontem, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, onde a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, esteve reunida com membros de várias áreas governativas para avaliar as condições meteorológicas e o risco de incêndio.

O Governo decidiu que é desnecessário voltar a ativar a situação de alerta para responder aos incêndios florestais, uma vez que as previsões meteorológicas apontam para um “quadro de verão típico”, disse Patrícia Gaspar.

Da reunião, acrescentou, concluiu-se que “não há necessidade de emitir nenhum tipo de alerta do ponto de vista político, e, portanto, a situação vigente, e prevista para próximos dias, está enquadrada naquilo que são os instrumentos ao dispor da ANEPC e do restante dispositivo, quer do ponto de vista da situação operacional quer da resposta”.

Patrícia Gaspar lembrou que algumas zonas do país, sobretudo no interior Norte e Centro, têm concelhos com risco elevado de incêndio, com a zona litoral e sul em situação menos gravosa, e alertou que se mantém em quase todo o país uma “situação de seca muito complicada”, pelo que os portugueses devem manter uma “adequação de comportamentos” sobretudo em espaços rurais e florestais.

A 26 de julho, numa reunião idêntica, o Governo já tinha tomado a mesma decisão de não voltar a ativar a situação de alerta.

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