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PSP e GNR aproveitam Volta a Portugal para protestarem contra falta de condições

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
08.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
08.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 PSP e GNR aproveitam Volta a Portugal para protestarem contra falta de condições

Cerca de 15 polícias da PSP e militares da GNR manifestaram-se esta tarde de segunda-feira em Viseu durante a chegada da caravana da Volta a Portugal em Bicicleta à cidade. A ação de protesto pretendeu chamar a atenção para as condições de trabalho dos profissionais de segurança.

Carlos Oliveira, da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASSP), disse que uma das mensagens que o protesto quis transmitir foi que Portugal é “um país seguro, mas com polícias a ter vencimentos low-cost”.

Segundo o sindicalista, este protesto visou também alertar para a falta de atratividade dos mais jovens para a profissão policial.

“Esta ação de protesto insere-se no que estamos a fazer durante o verão, que é uma sensibilização não só aos turistas mas a toda a população das condições em que os polícias efetivamente trabalham. A atratividade da carreira é bastante baixa e, hoje, são poucos os jovens que querem concorrer para a PSP e a GNR”, disse.

Por isso, a ASSP quer que o Governo cumpra algumas exigências dos polícias como o aumento dos salários, através da “revisão das tabelas remuneratórias, para que tenhamos uma polícia mais motivada”, e também melhorar a atratividade da carreira policial “porque é cada vez mais exigente e tem cada vez mais riscos”.

Segundo Carlos Oliveira, as esquadras têm agentes com uma idade avançada, o que pode comprometer o combate à criminalidade.

“Cada vez temos menos condições de exercer a profissão. E é por isso que nós exigimos melhores condições não só por nós, mas também para que a segurança também tenha maiores níveis de eficácia e para que a polícia seja mais rejuvenescida e capaz de dar resposta a todas as missões mais exigentes”, explicou.

O dirigente lembrou também que as forças de segurança são agora cada vez mais confrontadas com “situações mais graves” e que é preciso “mais agilidade e polícias novos” para ter capacidade de resposta.

Já Rui Sousa, da Associação dos Profissionais da Guarda, avisou que os agentes podem voltar a protestar durante a Volta. “Espero que sim. A Volta a Portugal ainda tem mais etapas e ainda vamos estar presentes em algumas delas, inclusive na final”, resumiu.

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