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Adega de Mangualde paga mais aos associados para compensar aumento dos preços

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 Lamego apoia sapadores florestais em mais de 67 mil euros
22.09.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Lamego apoia sapadores florestais em mais de 67 mil euros
22.09.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Adega de Mangualde paga mais aos associados para compensar aumento dos preços

A Adega de Mangualde decidiu este ano aumentar o preço do quilo de uvas entregue na cooperativa para mitigar os efeitos da subida do preço das matérias-primas usadas pelos produtores.

“Para contrariar um bocadinho o que está a acontecer nos custos de produção da vinha, nomeadamente no aumento do preço dos produtos fitofármacos, dos fertilizantes e do gasóleo, tomamos a decisão de pagar mais aos associados, também porque a cooperativa está com bons resultados económicos”, explicou ao Jornal do Centro António Mendes, presidente da organização de produtores.

O aumento foi de 10 por cento, o que equivalente a um pagamento extra de cinco cêntimos por quilo de uva. O preço final a pagar varia entre os 50 e os 80 cêntimos, em função das castas que são entregues pelos viticultores. Os associados da adega aplaudem esta medida.

“Era a expectativa deles, era o que esperavam da nossa gestão. Já tínhamos dito que o faríamos, em 2023 logo veremos o que é que acontece”, afirmou António Mendes.

Esta ajuda aos produtores vai refletir-se no cliente final, que terá que pagar mais pelo vinho.

“Vamos esperar que o mercado aceite o aumento do preço dos vinhos. As pessoas têm que perceber que a lavoura tem que ser paga, todos temos que viver e os compradores e consumidores têm que estar sensíveis a esta questão da viticultura e da importância que esta tem no país não só economicamente, mas também social e paisagisticamente, etc.”, defendeu.

A Adega Cooperativa de Mangualde começou a receber uvas há uma semana, no dia 15 de setembro. Os cachos poderão ser entregues até ao primeiro dia do mês de outubro.

“A nossa produção relativamente a 2021 é menor. O ano passado foi um ano em termos de quantidade excecional. Nós este ano estamos a prever uma quebra entre 15 e os 17 por cento”, disse o dirigente.

“Estamos num ano normal em termos de produtividade, o ano passado é que houve mais produção. Embora a seca também tenha causado aqui algum efeito, mas com a chuva que veio, as vinhas recuperaram um bocado do stress hídrico”, acrescentou.

Já quanto à qualidade da produção, António Mendes disse que isso só se poderá avaliar em janeiro de 2023.

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