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Bispo de Viseu volta a pedir perdão às vítimas de abusos sexuais na Igreja

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17.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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17.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Bispo de Viseu volta a pedir perdão às vítimas de abusos sexuais na Igreja

O bispo de Viseu, D. António Luciano, voltou a pedir perdão às vítimas dos abusos sexuais ocorridos no seio da Igreja e garantiu que reza por elas. Em declarações ao Correio da Manhã (CM), o prelado garantiu ter “muito respeito pelas vítimas”.

“Peço perdão por esses pecados que foram cometidos contra essas vítimas e rezo por elas”, afirmou, acrescentando que “se houvesse apenas um caso, já era muito doloroso”.

Esta já não é a primeira vez que o bispo de Viseu pede perdão às vítimas dos abusos na Igreja. Em junho último, numa homília, D. António Luciano fez o mesmo e .

Na entrevista ao CM, o prelado revelou também que o caso do padre Luís Miguel Costa já foi enviado para Roma e que a Diocese aguarda o desfecho do processo judicial que corre no Tribunal de Viseu. O julgamento do sacerdote deve começar em fevereiro do próximo ano.

Em declarações ao jornal, D. António Luciano sublinhou que este caso “está onde deve estar, na Justiça, à espera de julgamento”.

O ex-pároco de São João de Lourosa, Luís Miguel Costa, está acusado de aliciar sexualmente um menor de 14 anos. O padre acabou por ser afastado de todas as funções que desempenhava na Igreja Católica.

Também em declarações ao CM, D. António Luciano frisou que há “instruções da Igreja” que foram passadas aos bispos e padres para que sejam denunciados os abusos e que se avancem com queixas tanto no Ministério Público como em sede eclesiástica.

“Só assim se dá um sinal de transparência e verdade com o rigor que todos nós queremos ver passar à imagem do que disse Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’”, disse.

O bispo de Viseu defendeu também a existência de uma “cultura de prevenção” para acabar com os abusos sexuais na Igreja Católica, para que “todos se sintam à vontade para poder falar e estar”.

“É um tema que nos entristece porque infelizmente os casos são muitos, mas o que nós queremos é proteger a pessoa humana e estar ao lado dela desde a vida intrauterina até à morte natural”, concluiu D. António Luciano.

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