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Diocese de Viseu não clarifica situação de padre acusado de violação e defende “privacidade e anonimato” das vítimas

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 Diocese de Viseu não clarifica situação de padre acusado de violação e defende “privacidade e anonimato” das vítimas

Um padre da Diocese de Viseu, que há um ano foi acusado por uma mulher de a ter violentada, continua a desempenhar funções em várias paróquias.

A queixa da mulher chegou à Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, em março de 2021, e relatava uma situação que teria acontecido anos antes, durante a adolescência da vítima, na Diocese de Viseu.

A denúncia foi feita inicialmente, por telefone, à Companhia de Jesus que depois encaminhou a situação para a Comissão, organismo da diocese criado para lidar com os casos de abusos no seio da Igreja.

“Temos um serviço, o ponto de escuta, que foi criado na pandemia para ajudar pessoas em dificuldade. Houve uma mulher que sinalizou uma situação que se passou há vários anos e que pediu a nossa ajuda para fazer chegar essa denúncia à diocese de Viseu”, explicou na altura ao Jornal do Centro fonte da Companhia de Jesus.

A mesma fonte contou que “a pessoa se sentiu violentada”, mas sem revelar o tipo de abuso que a terá sofrido. Os jesuítas terão apenas feito a sinalização e encaminhamento da queixa para a Comissão. “Não sabemos o que foi feito depois. Limitámo-nos a fazer o que aquela pessoa pediu”, declarou na altura.

Diocese não clarifica situação do padre
A Diocese de Viseu já reagiu em comunicado, depois de notícia publicada na última semana no JN, mas não clarifica a situação do padre acusado de abuso sexual, defendendo apenas a necessidade de preservar a privacidade e identidade das vítimas.

“A Diocese reitera o compromisso que se deve ter para com as vítimas, assim como a obrigatoriedade de se proteger as mesmas e as suas famílias, motivo pelo qual não cede ao desejo de alimentar aquilo que possa ser contrário à verdade, à privacidade e ao anonimato”, lê-se na nota.

Quanto ao padre, a Diocese de Viseu diz apenas que “tem agido de acordo com as leis em vigor”. “Tudo é tratado nas devidas instâncias, e seguem-se todos os passos e procedimentos legais para este tipo de investigações tanto por parte das autoridades civis como eclesiásticas”, refere.

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