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Bullying em lares de Viseu. Idosos são vítimas e agressores

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 Bullying em lares de Viseu. Idosos são vítimas e agressores

Um estudo realizado em seis lares, em Viseu, concluiu que ocorrem práticas de ‘bullying’ entre idosos institucionalizados e com mais incidência nas épocas de inverno e de Natal, divulgou esta quarta-feira a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O trabalho desenvolvido por Ana Catarina Reis, investigadora da UTAD, em Vila Real, teve como tema o “Bullying em contexto institucional de pessoas idosas” e incidiu sobre experiências em seis Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) do concelho de Viseu.

O estudo concluiu que o ‘bullying’, geralmente abordado como preocupação em ambientes escolares, constitui “também motivo de preocupação em outros ambientes, como sejam os lares e idosos institucionalizados”.

Ana Catarina Reis disse à agência Lusa que existe muita literatura que aborda a problemática em contexto escolar, no entanto, afirmou ter encontrado poucas investigações sobre o ‘bullying’ praticado entre pessoas idosas institucionalizadas.

“É um tema muito pouco explorado”, apontou, referindo que o seu trabalho foi realizado durante este ano.

Os resultados da investigação indicam que “as práticas de ‘bullying’ entre pessoas idosas institucionalizadas surgem frequentemente, e os agressores, por norma, são pessoas que apresentam superiores capacidades intelectuais e saúde psíquica e física, enquanto as vítimas possuem geralmente patologias do foro psíquico”.

Ana Catarina Reis disse ter constatado “também que os comportamentos de ‘bullying’ são mais frequentemente nos espaços comuns e com maior incidência no inverno e na época de Natal”.

Isto porque, estas pessoas passam a maior parte do seu dia dentro da instituição, sem que possam usufruir de espaços exteriores devido às condições climatéricas.
Quanto ao Natal, relaciona com o sentimento de “revolta” por não passarem as festividades com os familiares.

A investigadora especificou que se deparou com dois tipos de práticas, designadamente a agressão verbal (com percentagem de 100%) e a agressão física (33%).

A agressão verbal, explicou, ocorre em diferentes situações envolvendo insultos, comentários desagradáveis, críticas, chamar determinados nomes, gozar e discriminar.

“Estas situações possuem uma incidência considerável entre as pessoas idosas institucionalizadas e acontecem quando os agressores não compreendem e não toleram as patologias dos colegas, quando se sentem provocados pelas vítimas, ou quando não aceitam as suas histórias passadas”, argumenta Ana Catarina Reis.

Relativamente às agressões físicas, que disse serem de menor incidência, são de vários tipos, como “empurrar, dar bengaladas, bater, e podem ocorrer em diversas situações, em que o agressor pode estar num quadro de demência, ou o agressor não possuir qualquer tipo de perturbações mentais”.

O método de estudo foi através da recolha dos testemunhos de assistentes sociais que desempenham funções nestes espaços.

Num comunicado divulgado hoje pela UTAD, a investigadora especificou que as testemunhas destes atos “são geralmente as auxiliares e as assistentes sociais das instituições que, perante atos agressivos, intervêm imediatamente, de modo a que tais comportamentos sejam eliminados e seja possível reestruturar um ambiente pacífico e acolhedor”.

Para tal, disse que optam por dialogar com os intervenientes, separando os envolvidos e/ou retirar um dos elementos do espaço em que se encontra.
Outras testemunhas, acrescentou, “são ainda os residentes que observam estes comportamentos e que geralmente não intervêm, para não sofrerem represálias e para não serem as próximas vítimas”.

Ana Catarina Reis defendeu à Lusa que, perante estes casos, as instituições deveriam “ter outras formas de intervenção”, a nível do agressor, vítima e também da cultura organizacional.

Na sua opinião, é “imprescindível investir em estratégias de prevenção, de intervenção e de correção que desincentivem, diminuam ou erradiquem estes comportamentos de ‘bullying’ entre pessoas idosas institucionalizadas”.

A investigadora, natural de Castro Daire, baseou-se em entrevistas com assistentes sociais para fazer o estudo.

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