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Home » Notícias » Colunistas » Só existe passado e futuro

Só existe passado e futuro

 A falha silenciosa do modelo económico territorial português
01.01.23
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 Só existe passado e futuro

Às 24 horas do dia 31/12/2022 serão 0 horas do dia 1/1/2023. Parece uma verdade de La Palice! Parece, mas o Tempo não é aquilo que parece! Einstein dizia que o Tempo não flui na mesma direção e que o futuro existe em simultâneo com o passado. Nesse caso as 24 horas são passado e as 0 horas são futuro, ambos á mesma hora. Afinal não há presente!

O Tempo foi sempre um tema inspirador, Jorge Luís Borges, por exemplo, escrevia que o Tempo é a substância de que somos feitos. Que tudo o que fazemos é sempre em função do futuro, que somos nós que antecipamos o futuro e por isso andamos desencontrados. Tal como Einstein afirmava que o presente não existe, que ele é apenas um pouco do passado e um pouco do futuro. E isto é novidade? Não! Na velha civilização Inca pensava-se da mesma maneira e a Grande Deusa, a Mãe de Tudo era Pachamama e Pacha quer dizer Tempo. Pensavam como Einstein, que o Tempo era uma espiral. Todas as grandes lições do passado falam do futuro como um espaço aberto onde temos que jogar a liberdade e onde não podemos ter medo. Liberdade e Futuro são inseparáveis!

Esta ideia do Tempo está hoje a sofrer ataques de alguns setores da Sociedade de Informação, onde já não se constrói do passado/futuro, não há estabilidade temporal e vive-se da surpresa. Começa por se destruir a realidade e fazer dela um presente contínuo, tudo é presente. Com isso vamos perdendo memória e a aceleração do tempo apaga o saber, experiência e conhecimento humano, que eram o pilar do tempo passado/futuro. O novo tempo passa então a ser uma sucessão de presentes de curto prazo onde a democracia e liberdade passarão a ser conceitos obsoletos. Verdade/mentira já não serão oposição uma á outra porque estarão em realidades diferentes. Chegará um tempo em que mesmo sem liberdade teremos a sensação de ser livres e de sem felicidade sermos felizes. Aos poucos o futuro deixa de ser um espaço aberto, porque agora é a informação que é livre e não o indivíduo. Teremos uma democracia em tempo real, onde as decisões contínuas são não decisões.
O Tempo já não será a essência de que somos feitos, a velocidade vai paralisar-nos num presente contínuo que se repete e onde cada minuto vai parecer um tempo novo, porque já perdemos a memória…Mas só parecer, porque o presente não existe!

 A falha silenciosa do modelo económico territorial português

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