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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Tarouca e Lamego lançam Caminho dos Monges

 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
27.02.23
fotografia: Jornal do Centro
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 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
27.02.23
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Tarouca e Lamego lançam Caminho dos Monges

Os municípios de Tarouca e Lamego apresentaram no fim de semana o Caminho dos Monges, “o maior em Portugal da Ordem de Cister”, com 42 quilómetros de percurso e que pretende ser uma alternativa turística e fomentar a economia local, num investimento de 350 mil euros.

“É um caminho que existe há centenas de anos e o nosso vinho do Porto tem origem nestas terras”, afirmou o vice-presidente da Câmara de Tarouca, José Damião.

A apresentação do projeto decorreu no Mosteiro de São João de Tarouca, que recebe o início do percurso e de onde “partiam os monges para plantarem as vinhas que hoje são património mundial”. O trajeto termina na ponte metálica do rio Douro, em Lamego.

“É a primeira grande rota, são 42 quilómetros de caminho [22 no concelho de Tarouca e 20 no de Lamego]. No caso de Tarouca percorre a maior parte do nosso território, pelas margens do nosso rio Varosa”, descreveu José Damião.

Um percurso onde é possível “encontrar património, pontes com séculos, pontes românicas, paisagens únicas e experiências diferenciadoras”, já que, no entender do autarca, “não é só um caminho, é uma experiência”.

“Durante este caminho podemos não só observar, como podemos sentir, mas também podemos saborear, podemos ter experiências enogastronómicas que nos farão acompanhar e darão força até ao final”, considerou, já que é para ser feito a pé ou de bicicleta.

O vice-presidente da Câmara de Tarouca disse que “não permite a quase ninguém fazer o caminho todo num dia, as pessoas terão de ficar um, dois, três, quatro dias, para que levem o caminho do início ao fim” e isso “vai fazer com que muitos turistas se fixem” em Tarouca ou em Lamego.

Neste sentido, José Damião desafiou os operadores turísticos e empreendedores a “criarem negócios”, já que este caminho “é também uma oportunidade e um estímulo para a economia local” dos dois municípios.

À agência Lusa, este responsável adiantou que o projeto “está todo identificado e já é possível de realizar” e, para isso, contou com “um investimento de cerca de 350 mil euros, financiado pelo Turismo de Portugal em 200 mil”. O restante montante foi dividido por igual pelos dois municípios.

O autarca de Tarouca especificou que este é um caminho que “tem 27 pontos de interesse, só de património edificado”, mas tem também “a fauna, a flora, passar em parques ribeirinhos, degustar as melhores iguarias do território”.

Entre as iguarias, destacou “os deliciosos espumantes do Vale do Varosa, de Tarouca e Lamego, os vinhos do Porto e os vinhos de mesa do Douro, que os tem de grande qualidade”.

“É um caminho que nos distingue, porque podemos ter um conjunto de experiências ao longo do caminho que não é para se fazer a correr sem se apreciar. Isto é um caminho para se sentir, temos de entrar com um espírito de calma e algum prazer e, acima de tudo, para se fazer com a sensação de que estamos noutros tempos, a viver séculos atrás”, disse.

Este responsável avançou ainda que, “muito em breve”, será apresentada uma aplicação para o telemóvel que “indica todo o caminho e tem todos os pontos de interesse, assim como também tem a georreferenciação que é uma grande vantagem”.

“É a sensação de segurança que tinha de existir. Se a pessoa tiver algum problema, tem o número de alerta e quem for buscar sabe exatamente onde é que essa pessoa se encontra”, referiu José Damião.

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