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A Direção Regional da Cultura do Centro recuou no parecer desfavorável que tinha dado sobre a localização de um parque de estacionamento na zona histórica de Viseu, depois de ter sido chamada à atenção pelos serviços da autarquia de que já tinha aprovado este equipamento no Plano de Pormenor.
O presidente da Câmara, Fernando Ruas, contou que houve uma reunião em Coimbra entre os envolvidos, e onde esteve presente também o concessionário, mas mesmo se não tivesse acontecido o encontro a autarquia “avançava à mesma com a obra”.
O parque de estacionamento está projetado para a Rua Silva Gaio, nas traseiras da Igreja da Misericórdia, um local que, segundo o autarca é “um enorme silvado”. O parque é para ser construído até ao final do ano.
Há cerca de duas semanas, Fernando Ruas disse que o parecer da Direção Regional da Cultura era desfavorável, criticando o facto desta entidade ter feito uma “avaliação subjetiva”. Isto porque, um dos argumentos apresentados dizia que o local deveria ser aproveitado “para pomares porque ali já houve pomares e hortas”.
“Recuso-me aceitar que gente instalada nos gabinetes em Coimbra saibam mais do que eu da cidade de Viseu”, disse esta quinta-feira o presidente da Câmara na reunião do executivo.
Fernando Ruas aproveitou o assunto para voltar a criticar as posições da Direção Regional da Cultura e do Património, a quem acusa de “andar atrás das obras” e de atrasar projetos como o da residência para estudantes também programada para o centro histórico.
Ao ser questionado sobre o atraso desta obra, o autarca foi peremptório: “tomara que andasse mais rapidamente, mas temos, dizem, uma cidade que é um museu enterrado e sempre que vem uma obra lá vêem os arqueólogos a dizer que têm de numerar as pedras”.
“Se se acha que Viseu tem arqueologia em tudo que é sítio, que se estude agora. A minha sugestão é que se faça a avaliação arqueológica antes e que não andem ao sabor das obras”, sustentou.