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A falta de funcionários na secretaria da Escola Secundária Viriato, em Viseu, ameaça a realização de exames nacionais e atrasa o pagamento dos subsídios dos alunos que têm apoio social escolar. A diretora do Agrupamento alerta para uma situação “catastrófica”, numa altura em que há mais burocracias escolares com o fim do ano letivo. Ana Gueidão diz que para o rácio da escola deveriam existir 10 assistentes técnicos, mas, atualmente, acabam por ser elementos da direção a realizar algumas das tarefas.
Neste momento, e depois de baixas por motivos de saúde, há apenas dois funcionários e a secretaria está aberta durante o período da manhã. A prioridade são as inscrições nos exames nacionais. Para trás ficam outros procedimentos que, segundo a responsável, complicam a vida a estudantes e encarregados de educação.
“Os alunos estão em marcação para exames e tive de dar indicações para priorizar trabalhos. Mas, em paralelo, temos outros assuntos que não conseguimos tratar, nomeadamente o pagamento de subsídios e temos pais que chegam aos serviços administrativos e ou encontram as portas fechadas ou quando não estão sabem que o tempo de resolução vai ser maior porque não estamos a produzir os documentos para fazer esses pagamentos a tempo. Nem é uma questão de não ter dinheiro, é mesmo toda a logística”, conta.
Quantos aos exames nacionais, segundo Ana Gueidão, as inscrições estão garantidas, mas acabam por ser elementos da direção a fazer uma parte administrativa. “Espero e penso que estamos a fazer tudo bem para que não seja prejudicado nenhum dos processos que são essenciais para os alunos neste aspeto dos exames, mas temos receios”, desabafa, frisando que depois dos exames vêem as matrículas e “há um acréscimo de trabalho que é impossível e insustentável para duas pessoas”.
Na Escola Viriato, que deveria ter dez assistentes técnicos, apenas estão atribuídos ao quadro cinco, sendo que três estão de baixa médica.
A situação arrasta-se há anos, mas agora com a passagem de competências para as autarquias é, neste caso a Câmara de Viseu, que tem encontrar soluções para o quadro de pessoal. E nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio entre a distribuição equitativa entre as várias escolas, a mobilidade dos funcionários e as exigências dos agrupamentos.
“Nós temos um número de assistentes técnicos em todas as escolas de Viseu que está no rácio certo. O grande problema é a distribuição entre escolas”, confirma Pedro Ribeiro, vereador responsável pela Educação na autarquia de Viseu.
Para o responsável, este é um dos problemas que deveria ter sido resolvido aquando da transferência de competências.